Arquivo de Janeiro, 2007

Sem sentido

Janeiro 31, 2007

Já devem estar habituados, mas desta vez eu aviso, não garanto que este post vá ser coerente. Apenas me apetece dizer coisas.
Vou começar por dizer porque é que os homens são mais espertos que as mulheres: porque gostam de mulheres. Não sei o que é que isto terá a ver com agricoltura, mas também não interessa. Ou talvez interesse, no outro dia fui jantar a um restaurante vegetariano, aquilo até se aguenta mas tem para lá uma coisada, os cus-cus ou lá o que é, que não há hipotese. Toda a gente comeu aquela porcaria, mas para mim, aquilo já era abusar.
De qualquer modo, durante o jantar, fomos conversando e enquanto um amigo provava uma porra qualquer de ananás, saiu-se com uma coisa do genero, “falta aqui carne” e não sei começou-se a associar aquilo a mulheres, e que mulheres não tem nada a ver com vegetais.
Não concordo, mulher tem tudo a ver com tudo, inclusivamente vegetais. Eu sem qualquer dificuldade, consigo associar mulheres a uma data deles, desde o grelo a romãs, passando por meloas, pessegos e limões. Alguns como o pepino pouco tem a haver, mas não quer dizer que não me façam lembrar também. Já as uvas, as laranjas e maçãs, as meloas e melancias são quase todas frutas doces, o que facilita.
E chega, que o jantar foi fraquito e até falar em vegetais me está a dar fome.

CD

Nota: eu sei que os titulos nem sempre tem muito a haver com os textos, mas é que eu (quase sempre) começo pelo titulo e só depois escrevo o texto.

Acerca do aborto

Janeiro 29, 2007

Já há algum tempo que ando com o dilema de se devo referir neste espaço o que penso acerca do referendo para a despenalização do aborto até às 10 semanas de gestação. E foi ai que aconteceu aquilo com que qualquer gajo preguiçoso como eu sonha, que é alguém fazer o trabalho por nós. Para verem, basta fazer click aqui.

[02/Fev/2007] Mais uma abordagem interessante ao tema, que podem ver aqui.

CD

Eco

Janeiro 28, 2007

Depois da ultima aventura nos cabos do telefone presos nas pontas das montanhas, nos chamados bicos, os nossos amigos Echa e Muycha aterraram num campo de cereais.
Não deixava de ser estranho, que numa zona tão a norte, o cultivo de cereais resultasse tão bem. Mas para eles, aquilo não era um território agradável. Faltava a humidade e, assim, decidiram que não poderiam aguentar por ali muito mais tempo.
Por outro lado, aproximava-se a altura da reprodução e a Muycha começava a ficar agitada. Quase tanto como sempre, mas enfim. A epoca da reprodução nos chatos, é uma coisa que acontece a cada 5 minutos e, representa os momentos mais importantes da vida… dos chatos.
Isto pode parecer estranho, mas tem a ver com a memória dos chatos durar qualquer coisa com 5 minutos. Devem ser aparentados com os peixinhos de aquario. Talvez por isso os gajos sejam tão chatos (os chatos, mas os peixinhos de aquario também).
Daquele local tão a norte, por onde quer que se fosse, começava-se a caminhar para sul. Eles decidiram ir pela esquerda, e não foi passado muito tempo que descobriram a entrada para uma gruta. E lá foram eles em busca do desconhecido.
Aquilo estava bem organizado, aquela gruta até tinha tambores a anunciar a entrada do pessoal. E velas, que embora não estivessem acesas, percebia-se um forte cheiro a cera.
E era pena que não estivessem acesas, pois não se via nada. E numa gruta tão grande, pelo menos assim parecia pelo eco, não se ver nada era algo perigoso. Depois de algumas brincadeiras a tentar utilizar os métodos dos morcegos, que fazem ruidos e nos reflexos desses sons nos objectos descobrem os obstaculos, permitindo-lhes “ver” no escuro. Com o Echa e a Muycha a coisa era mais ao menos ao contrario, embora já de si fizessem muito barulho, o barulho que indicava a presença de um obstaculo era o reflexo do contacto com esses objectos.
Foi ai que descobriram um dois amigos o Tico e o Teco, que fizeram uma festa enorme, parecia que já não viam ninguém há muito tempo. A festa, que o Tico e o Teco lhes fizeram, foi tão grande que até os nossos chatos ficaram chateados, e assim, quando a noite chegou (num ambiente escuro como aquele, isso era decidido pelo cansaço), os nossos amigos fugiram.

A

Politicamente

Janeiro 27, 2007

Porque me apetece, vou aqui dize-lo. Não que outros temas não pudessem ser tão ou mais importantes, ou mesmo interessantes. Mas agora o que realmente me apetece é isto. Que basicamente não é nada.
Assim, e enquanto se pensa na coisa, a verdade é que nem tudo pode ser como nós queremos. Já o diziam os antigos, e eu não duvido que assim seja.
De qualquer modo não queria abordar este tema sem que ficassem bem esclarecidos dois pontos. Sendo que antes de referir o primeiro desses, é necessário lembrar algumas ideias fundamentais, sem as quais seria muito dificil chegarmos a alguma conclusão.
Já no segundo caso, a situação implica que se tomem algumas precauções. Nada de muito complicado, mas também as devemos ter em conta, sob pena de a coisa acabar de forma diferente daquela que se pensava.
As surpresas que podem surgir neste plano, e depois de tudo bem pesado até que não são muito más.
De qualquer modo, julgo que a ideia foi transmitida com toda a clareza e a mensagem passou até aos seus destinatários. Sem outro assunto, despeço-me emocionado, até breve.

CD

“só me apetece ganir”

Frio

Janeiro 26, 2007

Hoje está frio, mesmo muito frio, tanto frio que até por dentro parece que estou a congelar, ou por estar a congelar por dentro me parece que está tanto frio?
E como raio é que posso estar a congelar por dentro? Esta de juntar um raio e gelo na mesma frase, foi estranha.
Mas a ideia é que cada vez mais parece que estou a ter dificuldade em combater o frio. Quase como se o meu corpo pedisse por ajuda, alguém que me aqueça. A começar por dentro… o coração (um gajo tem de explicar tudo, senão essas mentes perversas deturpam tudo).
Têm-me sugerido o alcool, à laia de russo. Mas eu preferia o sol, sim acho que o meu futuro deve passar pelo sul/sol. Não que eu seja grande apreciador de muito calor. Devo apreciar tanto o excesso de calor, como o de frio. Talvez um bocadinho menos o frio.
Aliás, acho que não gosto de nada em excesso (convém aqui realçar que a definição de excesso depende de pessoa para pessoa), assim como também não gosto de me sentir privado do que quer que seja (mais uma vez, o que faz falta a uma pessoa não tem de o fazer a outra).
E pensar que já não vou à praia há quase (talvez mais de) dois anos. E mesmo ai, acho que fui dois ou três dias, o que deve dar um total de 3 horas.
Acho que já estou a fugir muito ao que aqui me trouxe, deve ser do frio e, hoje está frio, mesmo muito frio, tanto frio que até por dentro parece que estou a congelar, ou por estar a congelar por dentro me parece que está tanto frio?

CD

Lama ou lava

Janeiro 25, 2007

A duvida tem a sua razão de ser. Pelo menos, depois de ter entrevistado aquelas pessoas à porta do ring.
Lá estou eu a começar pelo fim. Devem querer saber sobre o que é que estou para aqui a discorrer. Os mais atentos, já devem ter percebido, pela “lama” e “ring” que o pensamento de hoje é sobre lutas na lama.
Já que associação poderão ter feito, ao meterem a “lava” no meio disto tudo… eu sei no que estou a pensar, a ver se é parecido.
Este é um tema, que embora recorrente na minha imaginação, nunca tive a oportunidade de apreciar na prática. Acho aliás, que em Portugal temos tido muito poucas oportunidades de o fazer. Afinal, nem todos ligamos a futebol.
As lutas na lama, tem a vantagem de apesar de serem lutas, não parecerem uma coisa violenta. Podendo mesmo ser consideradas, como aquilo que deveria acontecer sempre que alguém se desentende. Eu pelo menos, fico incapaz de pensar em violência.
Estava aqui a tentar ver a “utilidade” de lutas na lama entre homens, mas não consigo. Acho a coisa dispensavel.
Mas continuando, no outro dia fui para a porta do ring, perto da zona onde moro. Tive de ficar à porta por motivos profissionais, eu explico, estou interdito de entrar nesses locais, um pouco à laia de jogador profissional de Black Jack num casino.
Justificando o titulo, nas diversas entrevistas, percebia-se nas pessoas um inegavel ar de satisfação (deve ter ganho a melhor). O que achei estranho, foi que algumas que tinham apanhado com pedaços de lama, pareciam as mais satisfeitas. Aquela lama aquecia e muito, qual lava.

CD