Arquivo de Abril, 2007

Clube de privada

Abril 17, 2007

Acusaram-me de que este espaço é um clube privado, pois, pode ser… eu já o disse, o facto de não responder sempre aos comentários é apenas por uma questão de preguiça, e por achar que se concordo, não há nada a acrescentar… convenci-vos?
Mas voltando ao assunto em epigrafe (esta foi bonita, voçes não estavam à espera e eu também não a vi chegar), este espaço a ser alguma coisa será não um clube privado, mas um clube de privada… assim qualquer coisa mais a haver com um espaço onde se trata de caca…
Embora não seja nenhum especialista em casas de banho, sempre soube o que são, sempre pude dispor de uma… pois, sim, também já caguei no monte… não sei quem é que disse que faze-lo assim nos dava um sentimento de comunhão com a natureza, acho que ali o sentimento foi apenas de libertação, mas a tal comunhão, se estava lá não a vi… e acho que se não tivesse aquele rolo no carro, tinha gostado ainda menos da experiência…
Mesmo aquela coisa da aragem… não acho bem… talvez seja isso a tal comunhão com a natureza, mas não acho bem… que grande lata, sem me conhecer de lado nenhum e andar a…. não me parece correcto…
Mas voltando aos clubes de privada, gostei da expressão, deixa transparecer a ideia de clube de merda, de coisa mal arranjada, natural, genuina. Pois, porque raio temos nós a noção de que as coisas quanto menos “preparadas” mais genuinas são, que as coisas têm de ser desconfortaveis para serem verdadeiras… não me querendo alongar, acho que está relacionado com alguma necessidade de “sentir” (sofrer?).

CD

Bananas

Abril 17, 2007

Ora aqui está um fruto porreiro, não sei se por isso, mas aqueles que mais se assemelham a nós, também gostam delas. São faceis de descascar, não têm caroços, sabem bem, e se não as deixarem esquecidas como eu, têm bom aspecto e não deixam um cheiro esquisito na cozinha.
Mas a questão é saber se a macacada, por gostar de bananas e supostamente ter a mente menos “limitada” que nós, isso significa que devemos gostar mesmo de bananas. E agora lembrei-me, que parecem haver mais tipos de macacos que de pessoas, ou será que nos andamos a enganar a nós próprios, a tentar parecer que somos todos iguais? Sim, porque eu acho que existem muito mais tipos de pessoas que de macacos, embora não “apareçam”.
Finalmente começam a aparecer os dias de calor… a primavera já tinha dado pela sua chegada… este ano senti-a de forma diferente, senti o seu perfume de uma forma especial, no aroma de um corpo quente, ou seriam dois corpos… funcionavam como um.

CD

Desáfio

Abril 11, 2007

Se eu fosse uma hora do dia, seria 3 da tarde… depois de almoço, talvez numa soneca ao sol…
Se eu fosse um astro, seria a lua… porque sim
Se eu fosse uma direcção, seria oeste… sempre gostei do “partir na direcção do sol”
Se eu fosse um móvel, seria cama… ou mesa de refeições…
Se eu fosse um líquido, seria ar… pelo flexivel, pelo etereo e indispensável…
Se eu fosse um pecado, seria preguiça… pois, este acho que sou
Se eu fosse uma pedra, seria carvão… nem eu sei porquê, saiu-me
Se eu fosse uma árvore, seria vinha…
Se eu fosse uma fruta, seria limão… até nem gosto muito, mas acaba por fazer sobressair outros sabores…
Se eu fosse uma flor, seria um cravo… vermelho… não tem nada a haver com o 25 de abril…
Se eu fosse um clima, seria temperado…
Se eu fosse um instrumento musical, seria piano… adorava saber tocar…
Se eu fosse um elemento, seria fogo… gosto de calor… ou talvez apenas não goste de frio
Se eu fosse uma cor, seria o azul… do ceu…
Se eu fosse um animal, seria um passaro… para poder voar…
Se eu fosse um som, seria as ondas do mar a enrolarem na areia…
Se eu fosse música, adoro o “Barcelona” do Freddie Mercury com a Monserrat Cabalier (não liguem se os nomes estiverem mal)… pela mistura de estilos…
Se eu fosse estilo musical, seria musica celta… calma, mas ao mesmo tempo… empolgante…
Se eu fosse um sentimento, seria ternura…
Se eu fosse um livro, seria o uma enciclopédia ilustrada…
Se eu fosse uma comida, arroz de marisco… do que me lembro da “Gruta” na Ericeira… daquele que é só meter o garfo e comer…
Se eu fosse um lugar, uma praia… à sombra de uma palmeira…
Se eu fosse um gosto, seria da massa de pão de ló… adoro rapar a tigela onde a minha mãe a mexe…
Se eu fosse um cheiro, seria o cheiro do mar…
Se eu fosse uma palavra, seria amor…!
Se eu fosse um verbo, seria amar… ;)
Se eu fosse um objecto, seria uma chave…
Se eu fosse peça de roupa, seria uma t-shirt…
Se eu fosse parte do corpo, seria os olhos…
Se eu fosse expressão facial, seria um sorriso…
Se eu fosse personagem de desenhos animados, seria o Sancho Pança… é bom companheiro…
Se eu fosse filme, seria o Melhor é impossivel (ou “As good as it gets” no original)… com o Jack Nicholson e a Ellen Hunt
Se eu fosse forma, uma qualquer redonda…
Se eu fosse número, 5…
Se eu fosse estação, seria o Rossio… ok, primavera… pelo (re)começar…
Se eu fosse uma frase, seria “As coisas querem-se com descontração e estupidez natural”

EP

Buscas

Abril 11, 2007

Estava a ver se evitava, mas não sou capaz… na área de administração desta coisa, para além de uma infinidade de opções/funcionalidades/merdas sem utilidade nenhuma, aparece uma coisa que é os termos de pesquisa utilizados e que deram como resultado este espaço, o menu do dia é compreendido por:
- história A janela e o barco
- o hipopótamo era pequeno e queria fumar
- comprimidos para fazer crescer seios
Ao longo do tempo têm aparecido outros termos de pesquisa, mas estes hoje… enfim…

CD

Pés enchutos

Abril 8, 2007

Antes de começar, convém aqui referir que não é minha intenção ferir susceptibilidades, estes avisos são sempre poucos quando se querem abordar temas “religiosos”…
Ontem fui à missa, missa pascal, de celebração do renascimento (do ressuscitar) de Cristo. Tal como a missa do galo, é celebrada à noite. Entre outras coisas, o Padre referiu que a noite era morte, acho que a ideia era chamar a atenção para o facto das dificuldades, tal como a noite, existirem em todos os dias, isto entre uma data de outras coisas, algumas com as quais concordei, outras que me custaram um bocado a aceitar, espero que tenha sido dificuldade de interpretação minha, mas não gostei quando ele disse que o “Diabo é preto” eu julgo que ele se referia ao facto do diabo não possuir a “luz”, mas será que as outras pessoas o compreenderam? Na duvida, não gostei…
Mas continuando, uma das estórias (talvez mesmo história) que ele leu, foi a do atravessar das águas, no mar da galileia ou lá onde era… aquilo foi uma coisa estranha, iam eles, a fugir dos egipcios, a caminho da terra prometida, israel, e chegam a um “beco”, o mar, e ouve-se uma voz que diz “espeta o teu pau no chão e afasta as águas”, e ele assim o fez e as águas afastaram-se e eles atravessaram… entretanto, chegam os egipcios, nos seus cavalos e carros… e novamente se ouve a voz “com a tua mão ordena ao mar que se feche”, e de madrugada os egipcios tinham sido engolidos em fuga por aquelas águas…
Pois, já me esquecia, eles atravessaram o mar com os pés enchutos, não sei se ele gostou da expressão, mas referiu-a pelo menos umas quatro vezes…

CD

Conhescer

Abril 7, 2007

Sabia que não me conhecia, não neste campo, mas julguei que como em tudo o resto, com bom senso iria perceber e compreender o que se passava, o que se iria passar… mentira.
Conheço-me pior do que julgava, e ainda bem. Nunca julguei ser possivel, durante demasiado tempo privei-me de viver algumas sensações, escondido em medos, escondido de mim… com medo de não estar à altura de alguém só provei não ter estado à altura de mim.
Mas ao mesmo tempo penso, que tudo o que passei foi apenas o que levou a encontrarmo-nos, não sei por quanto tempo vamos partilhar o mesmo espaço, o mesmo tempo… que sei ser sem espaço, ser sem tempo…. não me queria lembrar da distância, mas é impossivel…
O amanhã é já amanhã, desculpa se te desviei do teu caminho, desculpa se te fiz chorar, desculpa se te faço sofrer…
Já aqui o referi diversas vezes, eu sou pessoa que demora a conhecer, a entregar-se, e depois apareceste tu, não sei se dei por ti, sei que nestes pouco mais de dois meses em que nos conhecemos, temos já algumas “datas”, mas não me apercebi de quando aconteceu…
O tempo deixou de fazer sentido, o que vivi deixou de conseguir explicar o que vivo, o que conhecia de mim parece que deixou de ser absoluto, não tenho certezas de nada e tenho certeza de tudo, nao sei o que me espera, mas sei que nao quero esperar… preciso de /o/te/nos* viver…
Não me vou alongar mais, não sei se o que aqui disse fez algum sentido, mas isso também não é importante, não o escrevi a pensar em chegar a algum lugar.
Acerca do titulo, saiu-me… sei que a ideia tem qualquer coisa a haver com o Ser e o Conhecer (ou o Conhecer e o Ser)… escrevi-o antes de começar o texto… como quase sempre…

CD

* de viver; de o viver; de te viver; de nos viver