Arquivo de Junho, 2007

Pensamento reles

Junho 27, 2007

Já tinha trepado aquela rua duas vezes, mas nem assim consegui obter vislumbre dela, sei que nada combinámos, mas hoje é quinta-feira, o mesmo dia a que há já 3 anos… julgava que tinhamos um compromisso… se há alguém aqui que não deve nada a ninguém sou eu… é verdade…
De qualquer modo doi-me pensar que nunca demonstrou o mais pequeno sinal de amor por mim… E em abono da verdade, não posso dizer que fico indiferente, afinal ela sabe que os meus sentimentos por ela são sinceros, que estou disposto a proporcionar-lhe uma vida mais facil… que é como quem diz… dificil… ou uma vida menos de vida fácil…
Começo a ficar inquieto, não percebo onde raio se terá metido… sinto-me traido, a esta hora és minha, não és de mais ninguém… tenho investido muito de mim nela.
Lá vem ela, com o seu andar gingão de quem tem perna coxa… como se tivesse… que a tem… aproxega-se e pergunto-lhe:
- Afinal por onde andaste? Sinto que não tens respeito nenhum por mim, alguém te tem tratado tão bem, e tu minha ingrata, que nunca me demonstraste o mais pequeno sinal de amor? Nem o mais pequeno sinal de amor…
- Prontos, prontos… já não pode uma gaja mijar… e está bem, hoje pagas metade…
- Eu sabia que irias reconhecer o que sentimos um pelo outro…

A

O marmelo

Junho 27, 2007

Aqui vou eu lançar-me em mais um daqueles exercicios de tentar explicar algo sobre o qual pouco ou nada sei… que é como quem diz, afinal todos temos ideia do que é um marmelo!?… penso eu de que…
A ver se concordamos na definição, um marmelo é uma fruta, mais ou menos redonda, como uma maçã, mas maior, há quem diga que também aqui o tamanho não importa, aliás, não é por o marmelo ser maior que a marmelada sai melhor, mais gostosa, quer de aspecto ou paladar…
Convém também lembrar, que o paladar é o tacto da lingua… ou a associação é com o olfacto (?), seja como for, eu sou da opinião que o marmelo deve ser apreciado com todos os sentidos, e muito sentimento…
O marmelo é uma fruta que deve ser admirada, até porque como a maçã, com o tempo tem tendência a perder aquela consistência ou firmeza, murchando e acabando por ir em direcção ao chão… pois, com as maçãs é igual (acho que já disse isto em qualquer lado)… é de fruta, como dizia a musica…

CD

Apetece-me (de)mais

Junho 26, 2007

Quase que não me sinto, estou de rastos, doem-me todos os recantos do meu corpo em que consigo pensar, sei que mesmo que quisesse agora não era capaz…
Mas mesmo assim… exausto… não sou capaz de deixar de te imaginar, agora que dormes, descansas qual guerreira depois de mais um confronto… ambos estendidos neste campo de batalha… parece que ainda ouço os gritos, e sei que ainda sinto o aroma da refrega…
Olho para ti… não consigo deixar de te olhar… sei que estás aqui junto a mim e mesmo assim continuo a pensar que faço parte de um sonho… sinto um arrepio, as dores, quais marcas do nosso prazer, que são, transformam-se quanto volto a percorrer o teu corpo com os meus olhos, esse corpo que agora descansa, mas que no meu pensamento… vibra, o teu respirar sereno, mas que no meu pensamento… arfeja, a tua voz agora calada, mas que no meu pensamento… grita.
É incrivel o efeito que tem essa a tua silhueta em mim, esse contornos do teu corpo, qual embrulho do teu ser, que me enfeitiçam, tal a forma como mexem comigo, não sei se é quimica, se fisica, se é mecânica, se o que é, mas é algo que mesmo que nenhuma ciência o possa explicar… existe, eu sinto que sim.
Sinto um ligeiro formigueiro a percorrer-me a pele, um arrepio intenso, qual milhões de pequenas erecções que me percorrem o corpo, num sopro frio e cálido… e, sem sair do meu pensamento, possuo-te ali mesmo, mais uma vez…
Nesse momento fecho os olhos e sinto-te…

CD

Olhar para trás

Junho 22, 2007

Não que me importe muito, a sério, isto que agora lêem é apenas um desabafo, não penso sequer que as coisas pudessem correr de forma melhor. Não que alguma vez o vá admitir em publico… a verdade é que as coisas funcionam.
Ainda me lembro de como tudo começou… baile de debutantes, os nossos pais, e toda um enorme “conveniência”… naquela altura éramos jovens e no meio da rebeldia, por força da sociedade, acabámos por não acreditar nas certezas que já iamos tendo.
Ela até era simpática e, com os amigos da equipa de futebol do irmão por companhia, sempre gostei das saídas que íamos tendo. A determinada altura e completamente embriagados, entregamo-nos a prazeres… que ainda hoje duram, sobre a forma da nossa pequena Pifaeritazinha.
Acabámos por nos adaptar um do outro, até pela nossa educação somos pessoas de convivio fácil, não sei se algum dia a amei, mas que ninguém duvide que a estimo muito, é uma boa mulher, felizmente que não saiu muito mulher boa… assim não me dá chatices… pensava eu…
Há já algum tempo que andava cá desconfiado, e por isso resolvi investigar o assunto, quanto mais não fosse porque os “ventos” começavam-me a deixar desconfortável…
Como não queria dar muito nas vistas, escolhi uma detective, vai-se lá saber como, mas quando no outro dia experimentava a nova valise da minha esposa, que diga-se em abono da verdade tem muito bom gosto, e lá dentro tinha o cartão de um detective privado, que vim a descobrir era uma fabulosa detective (isso mesmo: mulher detective). A forma como o mundo está a evoluir…
Adorei toda a cena da investigação, do dessimulado, do andar atrás da malta, adorei… acho que nunca achei uma mulher tão… “estimulante”.
Mas vamos ao que interessa, que já me começam a doer as unhas… então não é que se veio a descobrir que a minha mulher também tem uma gaja… é engraçado como tudo acaba por se equilibrar. E muito a sério admito que não me importo nada, elas têm bom gosto…

CD

Nota: Inspirado neste texto

Buscas 2

Junho 22, 2007

Não gosto de me repetir, mas até nem vou, e a verdade é que continuo a achar piada, muita… então não é que me apareceram hoje estas perolas, nos termos de pesquisa para aqui:

  • grelhador a ar quente
  • mansao
  • apetece-me cama com o cão
  • o que é escuxinar *
  • mulher levando cachorro para passear *
  • mensagens para dizer o quanto uma pessoa *
  • o k fazer numa ilha deserta *
  • escuxinar *

Acho que nem me vou dar ao trabalho de tecer considerações sobre o que acabo de partilhar convosco… :)

CD

[* - ainda apareceram mais estas]

Leva-me para o contenente

Junho 21, 2007

Há muitos anos, eu e o meu irmão costumávamos brincar com esta expressão, não sei porquê, mas achavamos-lhe piada, não sei se pelo sotaque, se pela ideia.
Não estou para aqui a tecer juizos sobre a vida nas ilhas, acho que é mais um daqueles lugares espetaculares donde não se consegue sair… pois, mas não por falta de vontade.
E porque raio a ideia de que é nos Açores que existem as melhores vacas? Agora lembrei-me do tempo que passei na india…
Foi uma altura estranha, não sei se sabem, mas na india as vacas não tem donos (na altura não tinham, eu é que sei), são consideradas sagradas. E eu, pensei, porque não começar a tomar conta daqueles baldios, ver se falava com os morgados lá do sitio, mas aquilo foi uma confusão….
As vacas não se podem marcar, assim era eu que tinha de ficar com a marca da vaca, ao fim de 29 vacas, já não se via pele no meu corpo, e nunca consegui produzir um queijo de jeito, isto enquanto não fui preso, acusado de assédio às divindades… voltando ao queijo, não sei como, mas tudo cheirava a caril, é terrivel mas na india é assim.
De qualquer modo, não baixei os braços, quem me conhece sabe que ideias é coisa que não me falta (“algumas” bastante idiotas… dirão os que me conhecem melhor).
Assim, inventei os eláticos de montar, a ideia era por aquela malta que nunca tinham montado uma vaca a andar de vaca, construi uma estrutura em madeira e com uns elásticos prendi uma sela, para dar a ideia do balançar ao andar com a vaca. Debaixo daquela estrutura entrava a vaca, na qual não se podia tocar, mas ficava a ideia. Pois… nunca apareceu ninguém, mas os elásticos não ficaram sem ser usados…
E foi assim que eu deixei aquela terra, lançado pelo ar, qual fisga daqueles elásticos, aterrei no egipto… mas essa é uma estória para outro dia.

CD