Acordámos a ouvir as ondas que vinham desmaiar debaixo do barco, que teimava em fazer-nos partir, o barco já não estava apoiado na areia onde o tinhamos deixado, ontem à noite. Era agora gentilmente abanado, embalando-nos um para o outro… não dei pelo despertar, foi gentil como aquele ondular, parecia que tinhamos acabado de adormecer!
O dia nasceu belo, com um calor agradavel, agora não me lembro qual o sol que me aquecia mais (não resisti). Ainda meio estrebunhados tentámos fazer as primeiras ligaçoes ao local e ao tempo. As nossas cabeças ainda estavam meias embriagadas da noite anterior, e já novas emoções se adivinhavam.
Foi com dificuldade que decidimos (a minha pança gritava) que estava na hora de começarmos o novo dia, enquanto me mergulhava na água, refrescando-me tu preparaste algumas frutas que nos preparariam as queixosas, quando eu me preparava para subir, entregaste-me nos lábios uns gomos de pessego, acompanhados pelos teus lábios, que também sabiam a pessego, e mergulhaste na água e… enquanto ficaste a divertir-te mais um pouco, eu preparei a “mesa”…
Comemos a fruta, bebemos qualquer coisa e… fomos à procura de um café.
CD