Arquivo de Fevereiro, 2008

A mim!? (ou o fantasma sou eu;)

Fevereiro 29, 2008

Não sei porque me sinto assim, não sei se é importante saber porque me sinto assim, mas sinto que não… me sinto… bem.
Dou voltas por dentro… de mim, busco em vão por uma resposta ou tão só uma simples explicação… como sabe um bola que está cheia? É pelo ar que tem lá dentro… isso não é vazio?
Dou voltas, fico sem dormir, parto, volto… porque me gritas? Porque me afastas? Quem vês tu em mim?
Ajuda-me a perceber o que tenho dentro de mim, ajuda-me a perceber que estou em ti, que contas comigo… ou então ajuda-me a não pensar isso…
Perdi-me… não sei se sei onde estou… para onde vou… quem sabe quem sou…

CD

*Hoje acordei assim…

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Fevereiro 25, 2008

Sempre tive a mania que gostava de ser diferente, por isso sempre me imaginei ao contrário… pinta aqueles gajos que são simétricos, não pelo centro, mas pelo lado.
A ver se eu consigo explicar, existe aquela malta que tem o coração do lado oposto, etc… esses são aqueles em que para “db” são “bd”, no meu caso é diferente, sendo o “dd” o normal, eu sou “bb”, isto é embora pareça normal, eu estou ao contrário.
Quando ando, faço-o para trás, porque os meus pés estão do lado oposto… claro que para as restantes pessoas isso parece normal, porque a minha cabeça e o resto do corpo também estão ao contrário, está tudo ao contrário!
Com o passar do tempo, eu fui-me habituando, mas é injusto que as pessoas não compreendam o meu ser. Imaginem-se a andar para trás o tempo todo, com os olhos atrás das costas, as mãos para o lado de trás… e tudo isso parecer normal aos outros.
É muito confuso e felizmente que eu iluminado que fui por capacidades maiores, me tenho adaptado… Lembram-se daquela anedota do Gajo que liga para a mulher, loira, a dizer-lhe para ela ter cuidado que andava um condutor em sentido contrário na auto-estrada e ela responde “Um!? Andam todos…”? Eu compreendo-a…
Mas já chega de vos estar a encomodar com estes problemitas, que voçes felizmente (para voçes) não partilham.

CD

Estupidez

Fevereiro 23, 2008

Estava aqui eu, sem saber o que escrever, quando olho para a televisão e… lembrei-me.
Tenho visto muita estupidez, mas tentar ver televisão por mais de duas horas sem realmente acompanhar nada… Não sei o que é mais idiota, o tentar ver televisão assim, se o facto de aquilo que acabo por ver… não fazer sentido.

Cena 1 – Um cromo com mascara de Gasparzinho Fantasma tropeça num banco num banco que está a assaltar, anda uns momento e aparece outro, um Tio do Gasparzinho Fantasma também fantasma… o filme é com aquele gajo do CSI Miami, que anda pinta hieroglifo egipcio, de que é que eu estava à espera.

Cena 2 – Uma miuda apanha boleia, esta lembrou-me do BangBus…

Por falar nisso, e para os que não sabem o que é o BangBus… o BangBus é uma especie de mini-séries cómicas pseudo-hard-eróticas, em que dois gajos e um ou uma convidada andam num carro lá numa terra qualquer da américa, quando veem um gajo ou gaja sozinhos, metem conversa, pinta oferecem-lhes boleia e uma “viagem grátis” (free-ride no inglês)… dos dois gajos o que filma é um cromo rebarbado que fala pelos cotovelos e espicaça a coisa, o convidado ou convidada tratam da acção… algumas falas são hilariantes… principlamente depois da malta engatada na ideia da “viagenzita”… a (re)ver. Como particularidade, a malta que apanhou boleia (como vinha distraida/entretida) é largada num local qualquer, é giro ver as caras deles quando se apercebem de que não percebem onde estão… eu disse que tinha piada.

Perdi-me… no banho ao som da guitarra :P

ZD

Zulmira

Fevereiro 22, 2008

Nem sempre a vida era fácil, havia muita coisa para fazer, sempre muita roupa para lavar, a loiça no lava-loiças era sempre aos montes, o pó parecia que nunca mais desaparecia e era sempre mais, a cama tinha sempre um cheiro estranho que mesmo a roupa do dia a dia parecia partilhar…
Claro que tudo isso era verdade, Zulmira nunca fazia nada, o seu lema era “ainda bem que não fiz ontem, passei bem assim hoje e ainda não me chateei”, ao qual juntava um adequado “se a mim não me chateia, não me chateis”…
E assim ia a vida da Zulmira…

… passados alguns anos, Zulmira com o que tinha poupado era uma mulher rica, forte e resistente às doenças e agora já ninguém a chateava, tinha uma empregada que também lhe fazia o serviço…

CD

Nota: Eu sei que não faz grande sentido, mas até pode ser que sim ;)

Pesca

Fevereiro 21, 2008

Sempre que estou assim, dou uma volta junto ao mar, não interessa o tempo, é também dele que me quero esquecer…
Solto o que me vai cá dentro nas passadas lentas, no olhar perdido de quem quer ver tudo sem reparar em nada. O vento, a maresia, mesmo a areia me acompanham… sem incomodar… estão comigo de forma amiga, não pedem nada em troca… estão agradecidos por ali estar com eles, por ser neles que confio aquilo que não digo, percebem-me tão bem.
Sem destino sigo um padrão de sempre, numa direcção qualquer que é mesmo aquela, sem ser repetida até pode ser a mesma, se não de ontem, talvez de um amanhã…
Chego a uma rocha a quem nunca me apresentei, mas que me conhece. Monto o banquinho, desço perto da água e encho um pouco o balde, o mar afaga-me a mão como quem diz “bem vindo”…
Num gesto certo, atiro o isco no anzol e com eles os meus pensamentos, para longe, o mais longe possivel… sento-me, espero, penso, divago, observo, entendo… o que me disse a brisa, e também o mar baixinho…
Algumas vezes trago peixe, mas sempre venho recarregado, quanto mais não seja pelo desabafo…

CD

Sim

Fevereiro 14, 2008

Hummmmmmmmm

EP