Cheguei lá em busca d’a penico sem eira, mas por mais voltas que desse, não havia forma de a descobrir. Tinha certeza de uma coisa, ela andava muito pelos cabeleireiros… de qualquer modo não estava a conseguir formar uma decisão acerca dela.
Será que tanta ida a cabeleireiros significava que precisava de atenção, a minha experiencia dizia-me que as mulheres vão ao cabeleireiro para conversar, é um local interessante o cabeleireiro – parece-se com a sala da casa do numero 13, na rua da sombra, aquela que todos dizem não conhecer, eu incluido, mas onde nos acabamos por encontrar todos de tempos a tempos – embora sem o sofá, com mais luz, gente vestida de diferente e julgo que aquela gente conversa mesmo, não sendo apenas aquela conversa na circunstância enquanto se espera que vague o… adiante.
Também poderia ser por gostar de andar sempre arranjada, e este é o meu maior dilema se ela anda sempre a mudar de visual, como é que a irei descobrir.
Nesses locais onde diziam que a viam, alguns bufos disseram que me a arranjavam, a verdade é que nunca cumpriram, o que até preferi pois detesto delactores. De qualquer modo, enquanto me faziam esperar por ela, ajeitavam-me o cabelo, de uma forma maricas é um facto, eu sou um agente sério não posso andar de trancinhas. Por outro lado, o meu visual aproximado ao dos naturais daquela terra permitia-me passar mais despercebido.
Os dias passaram e eu tive de voltar a Portugal, as investigações nao tinham dado em nada, era impossivel descobrir a Rasta.
CD