Arquivo de Março, 2008

Jamaica

Março 27, 2008

Cheguei lá em busca d’a penico sem eira, mas por mais voltas que desse, não havia forma de a descobrir. Tinha certeza de uma coisa, ela andava muito pelos cabeleireiros… de qualquer modo não estava a conseguir formar uma decisão acerca dela.
Será que tanta ida a cabeleireiros significava que precisava de atenção, a minha experiencia dizia-me que as mulheres vão ao cabeleireiro para conversar, é um local interessante o cabeleireiro – parece-se com a sala da casa do numero 13, na rua da sombra, aquela que todos dizem não conhecer, eu incluido, mas onde nos acabamos por encontrar todos de tempos a tempos – embora sem o sofá, com mais luz, gente vestida de diferente e julgo que aquela gente conversa mesmo, não sendo apenas aquela conversa na circunstância enquanto se espera que vague o… adiante.
Também poderia ser por gostar de andar sempre arranjada, e este é o meu maior dilema se ela anda sempre a mudar de visual, como é que a irei descobrir.
Nesses locais onde diziam que a viam, alguns bufos disseram que me a arranjavam, a verdade é que nunca cumpriram, o que até preferi pois detesto delactores. De qualquer modo, enquanto me faziam esperar por ela, ajeitavam-me o cabelo, de uma forma maricas é um facto, eu sou um agente sério não posso andar de trancinhas. Por outro lado, o meu visual aproximado ao dos naturais daquela terra permitia-me passar mais despercebido.
Os dias passaram e eu tive de voltar a Portugal, as investigações nao tinham dado em nada, era impossivel descobrir a Rasta.

CD

O Tesoura

Março 24, 2008

Esperava sentado na cadeira junto à porta, quando se chega notava o peso que trazem, não apenas pelo volume que o pelo não pesa tanto.
Uma massagem ligeira na zona das ideias, com mãos habeis e que do calejadas apenas ficou o jeito começa o tratamento… e ele avalia como estamos.
Depois durante meia hora (o meu é dos antigos) vai-se falando de tudo e de nada, quem sabe apenas recordando, sem receios de punição à confissão, porque é um amigo que nos escuta… umas vezes esse amigo somos nós. Ao som das tesouradas, vamos deixando cair os problemas junto com tufos de cabelo…
No final, estamos como novos, mais leves… pelo menos da cabaça ;)

CD

(Ficou meio incompleto, mas agora vou almoçar…)

Serei Joãozinho?

Março 18, 2008

Andava para aqui eu todo avariado, como a garaganta toda estragada… isso é “garganta” como dizia ontem o outro… quando me ponho a pensar, tu agora pareces o Joãozinho, tudo te tem acontecido.
Julgo que a coisa começou pela altura da chegada da Odete… A Odete é a cadela que o meu irmão arranjou para fazer companhia à minha mãe, o problema é o raio do bicho não parecer possuir aquelas caracteristicas que distinguem a cadela do cão, pelo contrário, julgo que se lhe deitar água por cima o animal fica molhado e não molhada… isso e aquela coisa que lambe em si e que eu não acredito ser o cordão umbilical… adiante, o cão é giro mas muito carente, um chato do caraças com excesso de energia e obrante em demasia. Mas o que é que isso tem a haver com o Joãozinho: simples, deu-me cabo de dois dias de trabalho e de um cabo do computador… não duvidarei mais de “o cão comeu o meu trabalho”, isto acontece mesmo.
Entretanto, pouco tempo depois a EDP vem para cortar a luz do vizinho do lado, mas engana-se e… perdi mais um dia de trabalho, eu sei… até a mim me começa a ser dificil de acreditar.
Entretanto constipei-me, coisa normal e estava a pensar tirar o fim-de-semana para ficar de cama… quando o vulto que dois dias antes me tinha parecido um qualquer erro de visão, toma a forma de um rato do campo, na manhã de sabado… finalmente na noite de domingo o animal lá foi para o lixo, apanhado numa ratoeira da era moderna, descartavel e com cola em vez de com molas.
A ver vamos como correm os próximos tempos, do mal o menos não têm sido monotonos ;)

J?

Teta

Março 13, 2008

Eu não devia, até por dois motivos, mas depois penso na coisa e normalmente existem dois motivos destes que até justificam a coisa… Por isso, aqui bai carago
Li com alguma descontração este texto e a primeira coisa que me veio à cabeça… foi Teta.
Julgo ser injustamente acusado de gostar “demasiado” de mamas, a questão é que isso não existe… demasiado e mamas, não se juntam na mesma frase, é errado. Mas vamos analisar friamente as ditas.
1 – Ainda pequenos, mesmo muito, e qual é a primeira coisa que nos metem à frente da cara? – Mamas…
2 – Quando por algum motivo choravamos, mesmo que apenas quisessemos uns miminhos e não tivessemos fome, o que é que nos davam? – Mamas…
3 – Ao acordar de manhã, qual a primeira imagem que viamos, e que naturalemnte nos ficou mais enraizadamente entranhada e associada à protecção e tal? – Mamas…
4 – Uma das duas primeiras palavras que nos tentam ensinar? – Mamas…
5 – Fala-se de àgua e associa-se a titas, em que é que pensamos? – Mamas…
E mais essas razões que voçes estão a pensar, todas elas belas e arredondadas, quem sabe até espevitadas as malandras são amigas…

CD

P.S.: eu sei que ficou esquisito, mas para alem de andar destreinado, não ganhei mais jeito :P

Sodade

Março 10, 2008

Enquanto não me vem à tola aquilo que aqui vou dizer um dia destes…