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Cheguei da guerra julgando que tinham acabado as minhas maiores provações, estava enganado, da mesma forma como julgava que tinha estado certo de tudo o resto durante a minha existência, estava enganado.
Na guerra temos amigos, gente capaz de morrer por nós, da mesma forma que somos capaz de morrer para os defender a eles, a verdade é que todos estamos ali para morrer por algo, mas à parte daqueles que estão connosco, mesmo que apenas no nosso coração, ninguém está ali para morrer por nada.
Voltar da guerra e pensar que estive quase a morrer para defender aqueles que agora nos olham com estranheza, que ficam na duvida de porque é que admitimos o termos sido capazes de matar alguém, nem sequer é o termos matado, é o termos dito sem sequer sabermos se até o seriamos, que eramos.
Faz-me agora estranheza, mas isso não importa, eu tenho sorte, sou branco. E ia tirar proveito disso. Já que todos me julgavam capaz de qualquer coisa, decidi que não os iria, de inicio, tentar convencer do contrario.
Passei por diversos gangues, era parecido com a guerra, com a vantagem de estarmos mais perto dos objectivos e podermos de facto receber algo pelo que ali estavamos a defender, era algo concreto. Diferente da estupidez politica em que no final ninguém já acreditava.
Nunca me meti com drogas, nem para mim, nem de mim, abominava tudo o que tinha a haver com isso, e mantenho. Querem sentir um orgasmo, sintam-no. Querem sentir-se a voar sem para-quedas, avoem, esbracem, andem de taxi sem cheta e peçam a viagem maior, comprem salsichas num talho novamente sem cheta no bolso e comecem a comer antes de lhes darem a conta, vão sentir adrenalina. Sim que os comprimidos só lhes puxam por algo que já está em voçes. Basicamente um drogado é um preguiçoso.
Gostei sempre da sensação de poder, fiz tudo por ser conhecido, na maior parte das vezes nem tinha de fazer nada. Era marketing, e bastava. Também não era nehuma andorinha, a onde chegava ficava, aproveitava-me de tudo, mas gostava de acreditar que era dos antigos, pinta salazar. Com a vantagem de que as pessoas já eram estupidas. Nisso não tive trabalho.
Foi azar o que mais tarde se passou, mas até estava à espera, este texto que vos escrevo, faço-o de um bloco de cimento.
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Hoje sinto-me assim, a precisar de descanso, apetecia-me ser uma erva de bom sabor mas que fizesse mal e que as vaquinhas soubessem isso.
Apetecia-me a sensação de uma lingua quente a percorrer toda a minha existência fisica num misto de humidade e calor corporal. Apetecia-me sentir que podia desaparecer numa mordida, sabendo que não o seria pois isso mataria a vaquinha, que da mimosa ficaria apenas uma marca no chão.
Apetecia-me dançar no vento (não ao vento), sentir o arrepio…
Já não me apetecia, mas porque raio até não, ser arrancado da terra pela lingua da tal vaquinha, sentir-me na sua boca, molhada, movimentada de um lado para o outro pela lingua a tentar perceber o sabor, é bom, e no final depois de percebida a daninice, cuspido como um orgasmo, num voo, secar, numa dança com o vento, acenar ao sol, e deslizar qual vitinho, num escorrega de setim, feito de algodão das nuvens, novamente para a relva.
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Nop, essa estória já alguém (tu!?) contou. O que eu tenho para contar já ninguém acreditava ouvir, tive noticias do Echa e da Muycha. Aqueles pequenotes de ambições largas e que têm feito aquilo que outros têm a sorte de sonhar, mas muitos apenas imaginar.
Tudo começou de forma estranha, ninguém esperava encontrar um corpo assim tão oleadinho, quando o tempo está ainda tão tristonho com o sol tão escondido.
Muycha decidiu que aquilo era estranho e que o melhor era tomarem outro caminho, o Echa disse que concordava e lá deu uma volta maior para levar a Muycha para onde tinha decidido. É imperioso que elas pensem que estão no controlo dos acontecimentos. Echa estava desejoso de escorregar, pelo que nem se deu ao trabalho de fazer com que a Muycha julgasse que ir para ali tinha sido ideia dele, aceitando levar com as culpas de se ter enganado. Muycha sempre dois passos à frente, tinha conseguido que Echa a levasse por um caminho mais facil, chegando mesmo a leva-la ao colo, e que ainda ficasse a pensar que a ideia tinha sido dele e ficasse com remorsos de a estar a “enganar”.
A verdade é que distraidos, nenhum deles tinha agora a certeza de onde se encontravam, sabiam que estavam por cima… Saltaram e começaram a deslizar, a terra tinha ainda um ar branco de pureza a fazer lembrar a neve do inverno que agora partia, a superficie que ao longe tinham percebido oleada libertava um agradavel cheiro fresco e um ar escaldante, como a brisa do movimento sobre o corpo quente.
Foram momentos agradáveis, o recordar de paisagens conhecidas, os belos igloos que de gelo nada tinham e com gelo ficavam a indicar de forma marota, o poço de desejos centro da vida ao cimo da floresta mágica, onde a Muycha e o Echa tinham iniciado a sua vida, quem sabe também se as suas vidas.
Desejaram ser uma nuvem, para das bases percorrerem a baixa altura, roçando, cumprimentarem a todo o comprimento (ou mutatis mutantis), desde as longas pernocas até se despistarem no pescoço, rolarem pelo queixo e aterrarem num beijo.
A
Faltou uma coisada no post anterior, mas até não fica
mal levarem um só para eles, ora
deixem-me ganhar balanço…
quanto burro tem de ser um gajo,
há quanto tempo terá o seu cerebro parado
para julgar que estaciono na fila do McDrive para fugir à chuva,
mas porque raio iria alguém fazer uma coisa tão estupida?
Não fará mais sentido que se tenham esquecido de alguma coisa?
Seja como for, é só para os mandar à merda.
Obrigadinho por me fazerem esperar 20 minutos
por um hamburguer com queijo sem pepino
…o sabor acabou por não ser mau.
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