Arquivo de Abril, 2008

Silêncio

Abril 28, 2008

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

CD

Orde…

Abril 27, 2008

Cheguei da guerra julgando que tinham acabado as minhas maiores provações, estava enganado, da mesma forma como julgava que tinha estado certo de tudo o resto durante a minha existência, estava enganado.

Na guerra temos amigos, gente capaz de morrer por nós, da mesma forma que somos capaz de morrer para os defender a eles, a verdade é que todos estamos ali para morrer por algo, mas à parte daqueles que estão connosco, mesmo que apenas no nosso coração, ninguém está ali para morrer por nada.

Voltar da guerra e pensar que estive quase a morrer para defender aqueles que agora nos olham com estranheza, que ficam na duvida de porque é que admitimos o termos sido capazes de matar alguém, nem sequer é o termos matado, é o termos dito sem sequer sabermos se até o seriamos, que eramos.

Faz-me agora estranheza, mas isso não importa, eu tenho sorte, sou branco. E ia tirar proveito disso. Já que todos me julgavam capaz de qualquer coisa, decidi que não os iria, de inicio, tentar convencer do contrario.

Passei por diversos gangues, era parecido com a guerra, com a vantagem de estarmos mais perto dos objectivos e podermos de facto receber algo pelo que ali estavamos a defender, era algo concreto. Diferente da estupidez politica em que no final ninguém já acreditava.

Nunca me meti com drogas, nem para mim, nem de mim, abominava tudo o que tinha a haver com isso, e mantenho. Querem sentir um orgasmo, sintam-no. Querem sentir-se a voar sem para-quedas, avoem, esbracem, andem de taxi sem cheta e peçam a viagem maior, comprem salsichas num talho novamente sem cheta no bolso e comecem a comer antes de lhes darem a conta, vão sentir adrenalina. Sim que os comprimidos só lhes puxam por algo que já está em voçes. Basicamente um drogado é um preguiçoso.

Gostei sempre da sensação de poder, fiz tudo por ser conhecido, na maior parte das vezes nem tinha de fazer nada. Era marketing, e bastava. Também não era nehuma andorinha, a onde chegava ficava, aproveitava-me de tudo, mas gostava de acreditar que era dos antigos, pinta salazar. Com a vantagem de que as pessoas já eram estupidas. Nisso não tive trabalho.

Foi azar o que mais tarde se passou, mas até estava à espera, este texto que vos escrevo, faço-o de um bloco de cimento.

CD

Abril 21, 2008

Lambide

Abril 21, 2008

Hoje sinto-me assim, a precisar de descanso, apetecia-me ser uma erva de bom sabor mas que fizesse mal e que as vaquinhas soubessem isso.
Apetecia-me a sensação de uma lingua quente a percorrer toda a minha existência fisica num misto de humidade e calor corporal. Apetecia-me sentir que podia desaparecer numa mordida, sabendo que não o seria pois isso mataria a vaquinha, que da mimosa ficaria apenas uma marca no chão.
Apetecia-me dançar no vento (não ao vento), sentir o arrepio…
Já não me apetecia, mas porque raio até não, ser arrancado da terra pela lingua da tal vaquinha, sentir-me na sua boca, molhada, movimentada de um lado para o outro pela lingua a tentar perceber o sabor, é bom, e no final depois de percebida a daninice, cuspido como um orgasmo, num voo, secar, numa dança com o vento, acenar ao sol, e deslizar qual vitinho, num escorrega de setim, feito de algodão das nuvens, novamente para a relva.

CD

Oilá

Abril 11, 2008

Nop, essa estória já alguém (tu!?) contou. O que eu tenho para contar já ninguém acreditava ouvir, tive noticias do Echa e da Muycha. Aqueles pequenotes de ambições largas e que têm feito aquilo que outros têm a sorte de sonhar, mas muitos apenas imaginar.
Tudo começou de forma estranha, ninguém esperava encontrar um corpo assim tão oleadinho, quando o tempo está ainda tão tristonho com o sol tão escondido.
Muycha decidiu que aquilo era estranho e que o melhor era tomarem outro caminho, o Echa disse que concordava e lá deu uma volta maior para levar a Muycha para onde tinha decidido. É imperioso que elas pensem que estão no controlo dos acontecimentos. Echa estava desejoso de escorregar, pelo que nem se deu ao trabalho de fazer com que a Muycha julgasse que ir para ali tinha sido ideia dele, aceitando levar com as culpas de se ter enganado. Muycha sempre dois passos à frente, tinha conseguido que Echa a levasse por um caminho mais facil, chegando mesmo a leva-la ao colo, e que ainda ficasse a pensar que a ideia tinha sido dele e ficasse com remorsos de a estar a “enganar”.
A verdade é que distraidos, nenhum deles tinha agora a certeza de onde se encontravam, sabiam que estavam por cima… Saltaram e começaram a deslizar, a terra tinha ainda um ar branco de pureza a fazer lembrar a neve do inverno que agora partia, a superficie que ao longe tinham percebido oleada libertava um agradavel cheiro fresco e um ar escaldante, como a brisa do movimento sobre o corpo quente.
Foram momentos agradáveis, o recordar de paisagens conhecidas, os belos igloos que de gelo nada tinham e com gelo ficavam a indicar de forma marota, o poço de desejos centro da vida ao cimo da floresta mágica, onde a Muycha e o Echa tinham iniciado a sua vida, quem sabe também se as suas vidas.
Desejaram ser uma nuvem, para das bases percorrerem a baixa altura, roçando, cumprimentarem a todo o comprimento (ou mutatis mutantis), desde as longas pernocas até se despistarem no pescoço, rolarem pelo queixo e aterrarem num beijo.

A

Posta restante

Abril 11, 2008

Faltou uma coisada no post anterior, mas até não fica
mal levarem um só para eles, ora
deixem-me ganhar balanço…
quanto burro tem de ser um gajo,
há quanto tempo terá o seu cerebro parado
 para julgar que estaciono na fila do McDrive para fugir à chuva,
mas porque raio iria alguém fazer uma coisa tão estupida?
Não fará mais sentido que se tenham esquecido de alguma coisa?
Seja como for, é só para os mandar à merda.
Obrigadinho por me fazerem esperar 20 minutos
 por um hamburguer com queijo sem pepino
…o sabor acabou por não ser mau.

CD