Arquivo de Junho, 2008

Bacoras

Junho 17, 2008

É mais forte do que eu…

As vacas são sagradas nos açores?

- Algumas sim, outras estão convencidas que sim, mas o grande problema na relação das vacas e altares, é que as vacas não conseguem descer escadas (in anuncio tv a produto leiteiro) isso e o porque devemos agradecer o facto das vacas não terem asas.

CD (embora sem culpa nenhuma)

Segunda-feira

Junho 16, 2008

Segunda feira, de sua sigla SF a mesma que usariamos caso quisessemos siglar “sem fim”, vai-se lá entender a semelhança. Pois vinha eu, nem-tão-pouco-mais-ou-menos satisfeito… arrancado a ferros do local que mais prezo, ainda por cima do lado de uma mulher daquelas que nos fazem desejar que as noites… [ai-ai]

Mas vinha eu ainda nos primeiros 200 metros, depois de 15 dias fora deste reboliço (Arrabaldes-Lisboa-Mutatis) e se a coisa já naturalmente doia, no rádio ouve-se “Acidente na A1 à entrada de Lisboa junto à ponte do Trancão, fila com 4 quilometros.”, que é como quem diz “Bom dia minha gente”. Meia hora depois e três ultrapassagens de bicicletas, chego às portagens de Alverca e, descubro que a noticia foi dada com jeitinho… os 4 quilometros tinham o dobro, e sentiam-se o quadruplo…

Mas será que um gajo não se pode ausentar uns dias que esta malta começa só a fazer asneiras!? Se continuam assim eu deixo de vir brincar convosco…

CD

Por desporto

Junho 15, 2008

Sempre tive a mania, e talvez alguma fama, de grande caçador mas, como já deviam estar à espera, não vou aqui contradizer isso e mais não digo sobre esse assunto.

De qualquer modo o leite não nascem em pacotes nem as vacas são quadradas.

Por falar em vacas, um dia uma criança perguntou-me: “Oh pai, porque é que as mamas da mãe são assim…?” e eu vi-me obrigado a explicar a verdade à criançinha: “Olha lá oh puto, já punhas os oculos em vez de estares a brincar com eles nas mãos, o teu pai está ai na fila da caixa do lado…” e dei-lhe um chupa-chupa (que o pai lá teve de pagar…)

Por outro lado, os aspiradores são um instrumento fantástico, eu se pudesse andava sempre com um, mas o problema é o Assédio… o dono da loja, diz que já não me fia mais. Ele que se lixe que isto está mau para todos.

E prontos, com carinho me despeço, até um próximo pograma.

CD

Momento do Dia

Junho 15, 2008

Cléuosa perdeu seu quinto namorado, mas isso foi uma coisa boa porque ele não era boa peça, já Mariluzza quando o perdeu para ela lhe havia dito:

- “…nem mesmo que fosses minha inimiga, que a partir de agora até és, te desejava a sorte que me levas…”

Muito pior era a dor, quando já tanto lhe doia que um papel como aquele lhe arranhasse e deixasse uma marca tão violenta à sua passagem, Cleuosa só de pensar se arrepiava… e embora estivesse desgotosa por perder um namorado, o que mais lhe custava era mesmo não ter Colhogar nos seus momentos mais intimos, mas apenas aquele rolo do Dia… que lhe estragava o dia.!

CD

Os janelas

Junho 13, 2008

Ao passar pelo janela reparei na sua cara, que não me era desconhecida, mesmo nada, reconheceria-a em qualquer lugar, mas desta vez pareceu-me que também ele reparou em mim de forma diferente, havia naquele olhar um charme diferente. Despertou em mim algo que eu julgava estar adormecido… controlado.
Durante o dia fui reparando que ele me acompanhava, vi-o quando dava um retoque final ao meu cabelo no carro, espero que não tenha ficado com a ideia de que me estava a arranjar para ele… que também estava… e também ele se arranjava… seria para mim?
Gostei de me sentir assim “acompanhado”, em momento algum tomei a sua proximidade como perseguição, porque o pensaria!? Ao café da tarde quando o vi no janela da casa de banho, pisquei-lhe o olho e disse-lhe “és lindo”, juro que me pareceu o maroto ter dito “tu também não estás nada mau”, como que a desafiar-me…
Quando na porta do elevador, ao fim do dia de trabalho, o vejo… senti que algo tinha crescido entre nós, vi nele a vontade que eu sentia, a necessidade reprimida desde que ainda adolescente a minha mãe me tinha surpreendido assim no meu quarto. Mas não mais iria negar os meus instintos, não mais iria negar as minhas necessidades…
Ainda no autocarro e já as nossas mãos se confundiam, senti-as percorrerem-me de forma até muito pouco discreta o meu peito, com um beliscão malandro que me apanhou desprevenido e me deixou logo ali com a certeza de que aquele “reencontro” seria tudo menos um calmo despertar. Reparei no olhar invejoso que o motorista me deitou pelo janela, enquanto o autocarro se afastava… pois, ele provavelmente ainda estaria a começar… eu era um dos que (já) estavam de volta.
As escada pareciam interminaveis, mas esperar pelo elevador com a vizinha do 3º andar e o “conter” lá dentro enquanto subiamos… fui pela escada, senti a mão quente perto do meu sexo, mas a correria não dava jeitos, e lá nos aguentámos… ao meter a chave na porta, reparei que uma mão estava mesmo dentro das minhas calças… fechei a porta com um pontapé.
As minhas costas roçavam-se por todas as superficies da casa, as roupas espalhavam-se pelo chão, o meu sexo e o dele… era um tesão… e era meu.

Quando de manhã ao fazer a barba o vejo… no mesmo ritual, sabia que aquilo teria de se repetir em breve… era bom, e a mãe não me surpreenderia ali, aquela era a minha casa a minha vida, o que eu queria e com quem eu sempre sei que quis.

CD

 

 

 

 

 

 

 

Nota: para os mais distraidos, mudem agora janela por espelho ;)