Arquivo de Agosto, 2008

O carteiro

Agosto 30, 2008

Recebi esta por email…

Dr. Paulo Ubirtan, de Porto Alegre, RS, em entrevista a uma TV local, foi questionado sobre vários conselhos que sempre nos são dados…
 
Pergunta: Exercícios cardiovasculares prolongam a vida, é verdade?
Resposta: O seu coração foi feito para bater por uma quantidade de vezes e só… não desperdice essas batidas em exercícios. Tudo gasta-se eventualmente. Acelerar seu coração não vai fazer você viver mais: isso é como dizer que você pode prolongar a vida do seu carro dirigindo mais depressa. Quer viver mais? Tire uma soneca !!!
 
P: Devo cortar a carne vermelha e comer mais frutas e vegetais?
R: Você precisa entender a logística da eficiência… .O que a vaca come? Feno e milho. O que é isso? Vegetal. Então um bife nada mais é do que um mecanismo eficiente de colocar vegetais no seu sistema. Precisa de grãos? Coma frango.
 
P: Devo reduzir o consumo de álcool?
R: De jeito nenhum. Vinho é feito de fruta. Brandy é um vinho destilado, o que significa que, eles tiram a água da fruta de modo que vc tire maior proveito dela. Cerveja também é feita de grãos. Pode entornar!
 
P: Quais são as vantagens de um programa regular de exercícios?
R: Minha filosofia é: Se não tem dor…tá bom!
 
P: Frituras são prejudiciais?
R: VOCÊ NÃO ESTÁ ME ESCUTANDO!!! … Hoje em dia a comida é frita em óleo vegetal. Na verdade ficam impregnadas de óleo vegetal. Como pode mais vegetal ser prejudicial para você?
 
P: Flexões ajudam a reduzir a gordura?
R: Absolutamente não! Exercitar um músculo faz apenas com que ele aumente de tamanho.
 
P: Chocolate faz mal?
R: Tá maluco? !!!! Cacau!!!! Outro vegetal!! É uma comida boa pra se ficar feliz !!!
 
E lembre-se: A vida não deve ser uma viagem para o túmulo, com a intenção de chegar lá são e salvo, com um corpo atraente e bem preservado. Melhor enfiar o pé na jaca – Cerveja em uma mão – tira gosto na outra – muito sexo e um corpo completamente gasto, totalmente usado, gritando: VALEU !!! QUE VIAGEM!!!
 
P S.: SE CAMINHAR FOSSE SAUDÁVEL O CARTEIRO SERIA IMORTAL…!

Praia (e poluição)

Agosto 28, 2008

Julgo que a primeira vez que me dei conta de preocupação com a Natureza foi, quando ainda miudo pequeno, fazia tuneis na areia da praia e reparo que algum dos meus colegas de colégio (no mês de julho iamos sempre uma data de miudos do Externato onde andava, para a praia da Mata, todas as manhãs).

Mas como ia a contar, reparo que um dos meus colegas decidiu abreviar a viagem à educadora e depois à casa de banho e, resolveu despejar as tripas para dentro de um buraco. A coisa até nem é biodesagradável, mas levou a algumas revoltas politicas e mesmo com a remoção da bomba e colocação no caixote do lixo, nunca mais voltei a fazer tuneis na areia.

Quem sabe eu teria sido um grande arquitecto… assim não, mas fiquei para sempre com a ideia de que o Homem (ou o Miudo) se está a naturalmente a cagar para a Natureza.

CD

O sotão

Agosto 28, 2008

Sininha guardava no sotão o seu passado, alguns diriam também que o seu futuro, mas a sua casa não tinha sotão. Sininha como todas as mulheres em determinada altura, carregava uma longa “bagagem” que fazia dela aquilo porque(m) a conheciam, e como toda a gente em algum, ou vários, momento ela precisava agora de se renovar, que é como quem diz, soltar-se.

Sininha que possuia um corpo belo, bem feito e bem conservado decidiu renascer. Sua mãe estava à muito morta, sim a expressão era essa julgo que em todos ficou a duvida se teria conseguido entrar no céu, mas na duvida, dizer que estaria sete palmos abaixo de terra poderia transmitir uma ideia errada. E por isso aceitou que tinha de ser ela a tratar do parto.

Com 22 anos no mesmo dia e mês do seu nascimento, à hora que diziam ter sido aquela em que tinha nascido, Sininha saiu à rua como veio ao mundo. Morava na Rua do Castelo, no. 22 e os vizinhos habituados a ve-la vestida de longos vestidos pretos, a lembrar uma feiticeira, nem estranharam muito. Ao chegar perto da Baixa, a noticia já se tinha espalhado e a policia esperava por ela.

Foi ai que a sua vida deu uma grande volta, a caminho do tribunal, um taxista vê um cliente, faz uma manobra daquelas de que só um taxista experiente se lembraria e embate nada ligeiramente na carrinha que transportava Sininha. A carrinha desgovernada embate num passeio e voa para cima de um quiosque, onde o jornaleiro cozinhava inocentemente em cima de uma botija de gaz o seu almoço, perninhas de frango à fricassé com arroz de coentros, a botija rebenta e só se vê a Sininha a voar junto com um monte de livros para os mais pequenos. O lençol que lhe cobria a escultural nudez durante o transporte, parecia agora duas asas que a companhavam enquanto Sininha se parecia tornar cada vez mais pequena, como tudo o que se vê ao longe.

E foi assim que apareceu a Sininho nas estórias infantis.

CD

Nota mais ou menos importante: Ela chamava-se Sininha, mas o guarda que relatou a noticia à SIC era fanhoso e o resto é a estória que todos conhecemos…

Frutado

Agosto 2, 2008

Estavam as duas deitadas na cama, trocando um olhar cumplice… com o tempo a paixão tinha-se esbatido no ritmo insofismável das coisas e por isso entre as duas tudo corria tão bem.

Mas eu explico: Carol e Felê eram duas raparigas normais, saudáveis e com um apetite sexual assim assim. “Casadas”, no sentido em que se relacionavam com a mesma pessoa, cada uma com a sua, há mais de muitos meses e com intenção de deixarem a coisa rolar assim.

No entanto descobriram os prazeres da cumplicidade entre “amigas”. Ou seja, decidiram ampliar as papilas sexuais. No tentar perceber a fixação dos homens por mamocas, bunbuns, pernocas, lambios, cinturinhas e afins… enrolaram-se, envolveram-se experimentaram-se e experimentaram, beijinhos, cocegas, lambidelas, pequenas e excitantes mordidelas, chupadelas, afagos, amaços, roços, dedos que se fingem perdidos em corpos alheios e próprios, descobrindo prazeres antes não navegados, ou apenas mal (ou pouco) abordados, elas descobriram a cumplicidade de quem faz amor com o seu sexo.

E gostaram/gostam, não deixaram de procurar e atender os seus parceiros, não deixaram de gostar nem de necessitar do tradicional pão com chouriço, apenas descobriram o croissant com manteiga e que…

CD

Nota: Em condições normais este texto nunca deveria ter chegado a ver a luz do dia, mas estou demasiado cansado (do verbo preguiçar) para procurar as partes que se aproveitam e tentar desenvolver alguma coisa de jeito… na eventualidade de isso ser possivel.