a decidir

By cdesag

Zézinho andava a passear junto ao mar, de pés descalços, revivia os momentos de alegria que ali tinha passado, observava ao longe um navio que se afastava com as velas cheias de vento, que levava as suas esperanças, a sua fortuna e quiçá a sua amada.

Mas por agora nada disso interessava, Odete já antes se tinha afastado e mais tarde ou mais cedo voltavam os dois a reunir-se, a fortuna podia ser reconstruida e o navio que ele tinha julgado que o levaria dali… navios haverão mais…

A estrela que há dias havia aparecido no céu e com calma se vinha a aproximar, parecia agora estar tão próxima que quase lhe poderia tocar, diria mesmo que lhe podia sentir o calor do lume que a fazia brilhar.

Ploft… Zézinho foi esmagado pela estrela.

Mais tarde Odete acabou por aparecer e, como cadela que era apreciou-lhe as carnes agora tostadas e ligeiramente batidas, o que as tornava bastante mais tenras do que ela poderia esperar… e assim, pelo menos durante o tempo da digestão, pode-se dizer que Zézinho e Odete nunca estiveram tão juntos, como se o ser de um alimentasse a vontade de viver do outro, ou qualquer coisa parecida.

CD

2 Respostas para “a decidir”

  1. Fontez Diz:

    simples e “canilmente soberbo”!

    mas a tal odete é um “banco rústico de três pés usado pelos trabalhadores rurais nas lides dos campos?” lol

  2. Marta Diz:

    :shock:
    Assustador… tens a certeza que não és um psicopata? :?

Deixar uma Resposta