Arquivo de Agosto, 2009

Antes que esqueça

Agosto 28, 2009

No outro dia esqueci-me de aqui escrever, para que não me esqueça de (mais), esta pérola da cultura nacional.

Caiu parte de um menir (informação TVI) numa praia no Algarve, com as desastrosas consequências que todos sabemos e, com a coisa ainda a ferver despacha o responsável da protecção civil:

  • “…esta é uma situação trágica evitável se as pessoas respeitassem a sinalização existente no local…” – ora se fosses à merda… até pareces que tens medo de pagar alguma indemnização, ou que te acusem de andares a desfazer as arribas quando a malta vai de férias… e a [fantástica] sinalização era um fundo de bidão pintado à laia de sinal proibido (não de perigo) a dizer que podiam cair/rolar pedras, mas claro, a culpa é do excesso de velocidade.

No entanto a coisa está em vias de ser resolvida, porque ao final do dia o nosso grande ministro do ambiente, alminha que por pouco não conseguiu passar a legislatura toda sem ninguém o ficar a conhecer… foi pena, mas voltando ao tema, disse este anormal:

  • “…esta é uma situação trágica evitável se as pessoas respeitassem a sinalização existente no local, no entanto tudo faremos para que situações destas não se repitam no futuro, sendo que iremos criar a figura da contra ordenação grave para quem desrespeitar sinalização deste género…” – é desta que emigro para Espanha, mas será possível que este pais não evolua, fiquei capaz de despejar todos os impropérios que aprendi nos anos que vivi no norte do pais. Mas claro, não é a estrada que é mal feita as pessoas é que insistem em andar depressa.

Foi só um desabafo… Paz às vitimas.

CD

[como devem imaginar as citações são de memória, que até tive medo de me dar uma coisinha má se voltar a ouvir aquelas barbaridades]

Sempre a despir

Agosto 18, 2009

Branquinha gostava da sua vida pacata, apreciava todos os momentos de paz e era pouco dada a sensações fortes. Gostava do sair de manhã pela fresca com o resto da familia e juntos repetirem as mesmas coisas que sempre assim aconteciam, dia após dia desde que sempre para ali se conheceram.

Apreciava o passeio a caminho dos montes onde à laia de festa ao Emigrante em Agosto os esperava um grande repasto, era uma grande festa, o sol, a brisa, as plantas a dançar desde a relva aos plátanos todos a bailar ao som da musica dos passarinhos e a banda dos grilos e das cigarras.

Podia-se dizer que a sua vida era feliz quase sempre, quase, porque duas vezes por ano dáva-lhe a paranoia como a todas as mulheres e começava a gritar que nada tinha para vestir e que preferia morrer, só se controlando às palavras sábias de seu pai, quando este lhe dizia: Méééééééééééééééééééééééééééééééééééé

CD

CHO KA KA O

Agosto 18, 2009