Fork’s

Este pensamento não é ideia (de base) minha, mas influenciou de forma decisiva a minha percepção sobre a programação informática.
É verdade, isto não interessa para nada mas, já me disseram que programo de forma excitante, seja lá o que isso for, pois é não interessa mesmo para nada. Mas na altura gostei.
Voltando ao tema inicial, um fork é uma método, das linguagens (de programação) mais antigas, do ‘C’. É um método que permite, a um programa em determinada altura multiplicar-se/desdobrar-se. Isto é, o programa lança um novo programa, independente da sua linha de execução. Existem outros métodos, mas foi com base neste que surgiu a seguinte ideia.
Um fork é uma coisa fantástica, existe lá coisa mais linda que criar um programa, e depois vê-lo multiplicar-se, desdobrar-se em funcionalidades, é o vê-lo a ganhar vida(s), às vezes até para além daquela(s) que tinhamos pensado, o ve-lo(s) partir em direcção ao mundo… é um sentimento de criar descendência (pois, isso também).
Ok, dito assim talvez não pareça muito interessante/excitante, mas é um pensamento que, naturalmente não só para os fork’s, mas que me tem acompanhado sempre que programo (eu sei que não sou o unico), e acho (tenho a certeza) que quando deixar de o sentir, “muda de vida…”.
Já fugindo um bocadinho à ideia inicial, mas acho que não me apetece escrever outro post sobre isto, por isso, aqui vai. Existe outra coisa que me atrai na programação, digam o que disserem, mas eu acho a coisa um bocadinho erótica. Talvez por eu ser um gajo (muita) distraido, mas para mim programar é um constante descobrir, uma “luta” em que eu tenho uma ideia e tenho de a fazer funcionar.
E para isso, é necessário desenvolver um dialogo. O tentar perceber o que é que quer, o que é que precisa que eu lhe dê, e o que é que eu lhe quero dar ou talvez apenas o que é que eu lhe consigo dar. E no final, ver-nos chegar a algum lugar, é a satisfação de conseguir, e/ou a certeza de que amanhã poderei voltar a tentar.
Isto com prazos e como trabalho perde um bocado o romantismo da coisa, fica “corrompido”, mas haverá sempre lá um bocadinho de verdade, um bocadinho do prazer original… e podemos sempre (às vezes) tentar fechar os olhos e, imaginar que estamos sós (os dois).
Ou talvez seja a adeia de isto tudo ser feito com as mãos (tacto).

CD

3 Respostas to “Fork’s”

  1. Fontez Says:

    post interessante.
    aqui mostras sem dúvida a tua paixão pela programação e enquadras o conceito fork perante aquilo que o teu dia-a-dia!

  2. Fuck Says:

    Lixo

  3. de saco cheio Says:

    fork é system call do S.O., não um “método de linguagens antigas”…..

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