Orde…

Cheguei da guerra julgando que tinham acabado as minhas maiores provações, estava enganado, da mesma forma como julgava que tinha estado certo de tudo o resto durante a minha existência, estava enganado.

Na guerra temos amigos, gente capaz de morrer por nós, da mesma forma que somos capaz de morrer para os defender a eles, a verdade é que todos estamos ali para morrer por algo, mas à parte daqueles que estão connosco, mesmo que apenas no nosso coração, ninguém está ali para morrer por nada.

Voltar da guerra e pensar que estive quase a morrer para defender aqueles que agora nos olham com estranheza, que ficam na duvida de porque é que admitimos o termos sido capazes de matar alguém, nem sequer é o termos matado, é o termos dito sem sequer sabermos se até o seriamos, que eramos.

Faz-me agora estranheza, mas isso não importa, eu tenho sorte, sou branco. E ia tirar proveito disso. Já que todos me julgavam capaz de qualquer coisa, decidi que não os iria, de inicio, tentar convencer do contrario.

Passei por diversos gangues, era parecido com a guerra, com a vantagem de estarmos mais perto dos objectivos e podermos de facto receber algo pelo que ali estavamos a defender, era algo concreto. Diferente da estupidez politica em que no final ninguém já acreditava.

Nunca me meti com drogas, nem para mim, nem de mim, abominava tudo o que tinha a haver com isso, e mantenho. Querem sentir um orgasmo, sintam-no. Querem sentir-se a voar sem para-quedas, avoem, esbracem, andem de taxi sem cheta e peçam a viagem maior, comprem salsichas num talho novamente sem cheta no bolso e comecem a comer antes de lhes darem a conta, vão sentir adrenalina. Sim que os comprimidos só lhes puxam por algo que já está em voçes. Basicamente um drogado é um preguiçoso.

Gostei sempre da sensação de poder, fiz tudo por ser conhecido, na maior parte das vezes nem tinha de fazer nada. Era marketing, e bastava. Também não era nehuma andorinha, a onde chegava ficava, aproveitava-me de tudo, mas gostava de acreditar que era dos antigos, pinta salazar. Com a vantagem de que as pessoas já eram estupidas. Nisso não tive trabalho.

Foi azar o que mais tarde se passou, mas até estava à espera, este texto que vos escrevo, faço-o de um bloco de cimento.

CD

2 Respostas to “Orde…”

  1. Marta Says:

    Ora vamos lá por “orde” nisto!

    Confesso, não percebi este texto. Mas como não tenho a certeza se tu o percebeste, ou se me irias explicar, vou escusar-me a fazer o pedido!😛

    De qualquer forma, como sempre, gostei de te ler e além disso, também como sempre, ou quase sempre, tens passagens muito interessantes.

    “Já que todos me julgavam capaz de qualquer coisa, decidi que não os iria, de inicio, tentar convencer do contrario.” – é aquela coisa, não importa o que tu és capaz de fazer, importa o que os outros te julgam capaz de fazer… concordo!

    A “reflexão” sobre os drogados, está excelente e acaba muito bem. “Basicamente um drogado é um preguiçoso.” – aho que sim.

  2. Marta Says:

    (publiquei o comentário anterior por engano, não tinha terminado😀 )

    “mas gostava de acreditar que era dos antigos, pinta salazar. Com a vantagem de que as pessoas já eram estupidas. Nisso não tive trabalho.” – ora a propósito, as pessoas continuam estupidas!😛

    Beijos!

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