Triflubinda

Estacionei o carro longe, naturalmente, acho que mais valia ter ido a pé, moro a 3 quarteirões e acabei por só arranjar lugar a 7 da casa dela. É da maneira que ninguém vai desconfiar.

Percorria-me o corpo uma sensação de quase… como é que eu hei-de por a coisa de uma maneira que vocês percebam com facilidade, olhem, de quase tesão. É isso sentidos apurados, o olfato, o olhar, o cerebro com algum sangue e o resto do corpo a sentir tudo, a respiração animalesca, o transpirar, o calor do corpo.

Eu disse logo no inicio, devia ter estacionado mais perto, ainda por cima numa zona que não conhecia.

Lá chego, a assobiar do nariz, de olhos esbugalhados, cabeça a andar à roda, com o corpo cansado, a arfar e a largar uma fedungo de mendigo.

Aguardo um pouco para me recompor e só depois toco à campainha, nesse momento começa tudo de novo, um arrepio percorre-me o corpo de uma ponta à outra, penso no que é que fui ali fazer, porque estaria a sofrer daquela maneira, comecei a por-me em causa, sentia os pensamento as fugirem-me, as forças a abandonarem-me, e no entanto a campainha tocava, parei.

Mais tarde disseram-me que foram dois fios descarnados, a eletricidade atravessou-me, qual criminoso na cadeira eletrica, queimando-me parte dos tecido internos inclusivé no cerebro, sofro de amnésia focalizada… não me lembro o que ali fui fazer, dizem-me que ela estava para fora.

CD

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