Técnicas – lição 4

25 \25\UTC Janeiro \25\UTC 2017

Esta é uma técnica infalivel e por isso começo já por aproveitar para agradecer a quem teve a gentileza de perder o seu tempo a ler as 4 lições que hoje aqui terminam com a formula infalivel para conquistar mulher.

Por vezes duvido da minha inteligência, como foi possivel não ter vindo aqui direto?

Mas avançando, se tivessem estado comigo nas ultimas vezes, tinham constatado que o grande problema é que a maioria das técnicas de abordagem são traidas logo à partida não pela técnica, mas pelo “primeiro passo”. É muito dificil a mulher estar recetiva se não conhecer.

Por isso o ideal é a malta ir-se pré apresentando, ou tornando-se conhecido. Eu tirei férias e estou à três dias a percorrer todas as ruas aqui à volta, a entrar nos cafés, restaurantes, lojas em geral, tomo o pequeno almoço, um copo a meio da manhã, almoço duas vezes, de tarde uma cerveja, chá com torrada, janto, compro um frango de take-away e ainda volto à rua para um café, compro cinco maços de tabaco por dia, fumo dois para pedir lume a meter conversa e para me virem pedir lume, compro os jornais quase todos, levei os eletrodomésticos a arranjar, a roupa é lavada nas 3 lavandarias aqui à volta e o carro mete gasolina todos os dias.

Apanho também o autocarro para o bairro aqui ao lado e depois chamo um taxi dos daqui, para me trazer de volta.

Tenho também ido a imobiliárias e visto muitas casas aqui ao pé, de preferência casas habitadas.

O plano resultou e já sai duas vezes com a Veronika, uma mulatinha de porte simpático, ainda nos estamos a conhecer e está a ser fantástico.

Ela fala pouco português, mas isso também ajuda que eu falo pouco… seja em que lingua for. Embora esteja a tirar um mestrado na linguagem do amor.

Amanhã é o nosso terceiro encontro.

CD

 

 

 

 

Técnicas – lição 3

20 \20\UTC Janeiro \20\UTC 2017

Fim de semana em Gondomar em casa do meu amigo do tempo da Universidade, o Tiago, que tem dois filhos e é casado com a bela Filomena.

Foi quando tive a epifania da minha vida… usar a técnica não experimentada do bébé, mas em grande?

Os putos já estão grandes, tem boa pinta e já acompanham um gajo a dar umas de tretas para convencer uma bonita mulher de que eu estou pronto a repetir a dose… isso, ia dar a entender que eles eram meus filhos e que eu fazia um bom serviço, o “Queres ser a próxima?” infalivel.

Jantar porreiro com o Tiago, uma garrafinha de vinho, os putos também alinharam, cada um com a sua, sobremesa, umas amendoas amargas, café, macieira.

E lá fomos com os putos para a noite, parou-se o carro, eles sairam… eu e o Tiago fomos para casa guiados pela bela Filomena.

CD

 

Técnicas – lição 2b

16 \16\UTC Janeiro \16\UTC 2017

A ideia do multicuralismo não correu bem, admito-o agora, a ideia de um espaço demasiado desconhecido também não se mostrou propicio à aplicação das técnicas, a abordagem animalesca pode também não ter sido melhor interpretada pelas destinatárias da ação e acho que os gatos não me estão a dar sorte.

Assim vou fazer a aplicação da técnica anterior mas corrigindo algumas coisas à aplicação de um conceito que de outra forma acredito vencedor.

Trabalho num 10º andar e por isso não aproveitar o espaço do elevador, que de outra forma é tempo perdido, para aplicar esta técnica seria um erro que eu não iria continuar a cometer.

Nem se pode dizer que acordei que estou convencido que não preguei olho, tomei banho, passei o desodorizante por mim todo, vai parecer que tomei banho o dia todo, luxo… visto as minhas calças mais novas, o blazer que comprei no verão de há dois anos.

Cuidado no metro para não me amarrotar, tudo tranquilo e controlado… eu estava o máximo, toda a gente olhava para mim, ainda bem que pus bastante desodorizante porque o dia estava quente, e ainda ia ficar mais.

Entro no prédio e paro em frente ao elevador à espera da mulher da minha vida… cheguei cedo de mais? Não interessa, vou ao meu lugar e volto a descer, pelo caminho começo a praticar no espelho do elevador o meu olhar matador, quero-me.

Aproveito para me secar na casa de banho, estava mesmo muito calor, ao voltar para baixo e atendendo a que não aparecia ninguém fui falar com o segurança… hoje é quê?

Sabado, por isso não havia ninguém… devem ter todos aproveitado para ir à praia.. diazinho bom para isso, que calorão estava, ou isso ou eu estava a ficar doente.

Estava a ficar doente, intoxicação pelo desodorizante.

CD

 

 

Técnicas – lição 2

14 \14\UTC Janeiro \14\UTC 2017

Depois de uma menos bem sucedida primeira técnica, vou agora partilhar convosco uma técnica que creio infalivel.

O “parece”, que é como quem diz a técnica do hã.

Funciona na base do semear nas mulheres a ideia, isto é muito util para homens como eu que apesar de gostarem muito delas, têm pouco jeito e por isso apreciam que sejam elas a tomar a iniciativa… mas como elas se tem andado a fazer de dificeis, o orgulho aguça o engenho.

Naturalmente e até da certeza cientifica, todos os métodos não são 100% infaliveis. Comecei este num ambiente que me pareceu controlado, o eletrico 28, genialidade das genialidades, é um ambiente multi cultural, descontraido e portanto… propicio a tudo.

Comecei por lançar um “miau” não muito alto, mas perfeitamente percetivel… uns primeiros olhares. Outro “miau” e a atenção estava presa.

Agora a parte da conquista… com o 28 a encher a técnica não resultou tão bem. A ideia era depois de implantada a ideia de que eu era um gatinho fofinho, dar no elemento feminino a vontade de vir ter e “brincar” comigo.

E aqui as coisas não correram tão bem. Já de pé, olhos nos olhos dela, faço ron-ron para ela… fui penetrado pelo olhos dela, passo a minha face no meu ombro e enquanto ronrono mais uma vez, pisco o olho e com os meus lábios mando-lhe um beijo.

Sinto uma mão a roçar em mim… estava estabelecido o contacto, ela começa a falar, havia gente a sair do eletrico e começávamos a ter espaço, ela apontava-me para a minha área “interessante” e dizia qualquer coisa que eu pensei ter conteúdo “brincalhão”, mas eu não lhe percebia a lingua dela.

Pisco-lhe o olho, ela continuava a falar mas no entretanto ela apontava para um outro gajo que entretanto corria, tinham-me roubado a carteira. Ainda dizem que a tradição não é o que era.

Lá tive de vir a pé para casa… na entrada do prédio, vejo o Alfredo que ainda me olha de lado.

CD

 

A verdadeira lição 1

11 \11\UTC Janeiro \11\UTC 2017

Se anteriormente as coisas andavam complicadas, a técnica da lição 1 veio permitir alcançar algo que eu tinha duvidas de algum dia vir a ter… conhecimentos sobre  mulheres, como diria Edison, descobri mais uma maneira de não fazer.

Eu sei, correu quase tudo mal, o Alfredo (o gato) embora de ar pachorrento não foi bem o que eu estava à espera, a ideia de o levar já no babigrow foi infeliz, por outro lado pdia ter deixado perceber com antecedência que as coisas podiam correr menos bem.

Vesti-lo foi até mais ou menos, o problema foi a viagem, o que o gajo berrou, o que o gajo esperneou… um horror, tive de parar num chinês a caminho para comparar umas fitas de velcro.

Chegámos ao shopping e para evitar figuras parei a alguma distância, verefiquei o velcro, tudo seguro, e depois do leite com Dormidina o Alfredo estava que parecia efetivamente um bebé.

No entanto depois da paragem ao sol no chinês, o leite entornado do biberão enquanto tentava dar o calmante ao gato emanava algum cheiro a bebé a precisar de atenção… tinha de ser rápido.

Entro no shoping e o gato começa a despertar, mexe-se quase doucemente e o plano parece que está a resultar,à minha passagem as belas seguem-me com o olhar embevecido.

O carrinho entretanto começa a parecer que tem vida própria, o efeito da Dormidina tinha efetivamente deixado de funcionar e o Alfredo berrava como se o quisessem matar.

Eu era agora o centro das atenções pelos piores motivos, o carrinho parecia um tremor de terra com um dinossauro errascivel aos saltos e a dar berros assustadores lá dentro, o cheiro a leite podre misturado com o cheiro a caca (coisa normal num gato assustado, sei-o agora)  estava a deixar-me agoniado.

Ao ver que tudo estava a ameaçar fugir-me de controlo entro num elevador…

Não me lembro de mais nada… o Alfredo soltou-se no elevador, não se sabe bem se desmaiei antes ou depois de ele se soltar.

Ele está bem… eu estou no hospital/prisão de Caxias (pelo menos mais uns dias).

CD

Técnicas – lição 1

8 \08\UTC Janeiro \08\UTC 2017

Isto tinha andado complicado e portanto quando no outro dia o Melgaço veio apresentar o pequeno Gabriel fez-se-me luz, precisava de arranjar uma criança.

Não se ponham com ideias, voçes são piores que sei lá o quê, adiante, ao ver como as representantes do sexo feminino se embeiçavam, viravam e derretiam à passagem do mini mestre… pareceu-me evidente.

Sai do trabalho e ainda no metro comecei a pensar, cheguei a casa e… continuava sem saber onde arranjar uma criança.

O pequeno Gabriel ainda é muito pequeno, tem dificuldades em aguentar o pescoço direito, precisa em demasia de cu limpo, que lhe deiam comida e o façam arrotar amiude e o que mais ele se lembrar.

Assim e como quem não tem cão caça com gato, foi isso que fiz… pedi aos amáveis pais do para-já-não-me-serve-para-nada Gabriel um babygrow, um carrinho de bebé a uns primos que já tem a descendência a andar pelo próprio pé, conversei aqui aos vizinhos e e amanhã vou para o shoping com o gato Alfredo.

Provavelmente não digo como correu já amnhã que vou estar com a mãe dos meus filhos.

CD