Técnicas – lição 2b

16 \16\UTC Janeiro \16\UTC 2017

A ideia do multicuralismo não correu bem, admito-o agora, a ideia de um espaço demasiado desconhecido também não se mostrou propicio à aplicação das técnicas, a abordagem animalesca pode também não ter sido melhor interpretada pelas destinatárias da ação e acho que os gatos não me estão a dar sorte.

Assim vou fazer a aplicação da técnica anterior mas corrigindo algumas coisas à aplicação de um conceito que de outra forma acredito vencedor.

Trabalho num 10º andar e por isso não aproveitar o espaço do elevador, que de outra forma é tempo perdido, para aplicar esta técnica seria um erro que eu não iria continuar a cometer.

Nem se pode dizer que acordei que estou convencido que não preguei olho, tomei banho, passei o desodorizante por mim todo, vai parecer que tomei banho o dia todo, luxo… visto as minhas calças mais novas, o blazer que comprei no verão de há dois anos.

Cuidado no metro para não me amarrotar, tudo tranquilo e controlado… eu estava o máximo, toda a gente olhava para mim, ainda bem que pus bastante desodorizante porque o dia estava quente, e ainda ia ficar mais.

Entro no prédio e paro em frente ao elevador à espera da mulher da minha vida… cheguei cedo de mais? Não interessa, vou ao meu lugar e volto a descer, pelo caminho começo a praticar no espelho do elevador o meu olhar matador, quero-me.

Aproveito para me secar na casa de banho, estava mesmo muito calor, ao voltar para baixo e atendendo a que não aparecia ninguém fui falar com o segurança… hoje é quê?

Sabado, por isso não havia ninguém… devem ter todos aproveitado para ir à praia.. diazinho bom para isso, que calorão estava, ou isso ou eu estava a ficar doente.

Estava a ficar doente, intoxicação pelo desodorizante.

CD

 

 

Técnicas – lição 2

14 \14\UTC Janeiro \14\UTC 2017

Depois de uma menos bem sucedida primeira técnica, vou agora partilhar convosco uma técnica que creio infalivel.

O “parece”, que é como quem diz a técnica do hã.

Funciona na base do semear nas mulheres a ideia, isto é muito util para homens como eu que apesar de gostarem muito delas, têm pouco jeito e por isso apreciam que sejam elas a tomar a iniciativa… mas como elas se tem andado a fazer de dificeis, o orgulho aguça o engenho.

Naturalmente e até da certeza cientifica, todos os métodos não são 100% infaliveis. Comecei este num ambiente que me pareceu controlado, o eletrico 28, genialidade das genialidades, é um ambiente multi cultural, descontraido e portanto… propicio a tudo.

Comecei por lançar um “miau” não muito alto, mas perfeitamente percetivel… uns primeiros olhares. Outro “miau” e a atenção estava presa.

Agora a parte da conquista… com o 28 a encher a técnica não resultou tão bem. A ideia era depois de implantada a ideia de que eu era um gatinho fofinho, dar no elemento feminino a vontade de vir ter e “brincar” comigo.

E aqui as coisas não correram tão bem. Já de pé, olhos nos olhos dela, faço ron-ron para ela… fui penetrado pelo olhos dela, passo a minha face no meu ombro e enquanto ronrono mais uma vez, pisco o olho e com os meus lábios mando-lhe um beijo.

Sinto uma mão a roçar em mim… estava estabelecido o contacto, ela começa a falar, havia gente a sair do eletrico e começávamos a ter espaço, ela apontava-me para a minha área “interessante” e dizia qualquer coisa que eu pensei ter conteúdo “brincalhão”, mas eu não lhe percebia a lingua dela.

Pisco-lhe o olho, ela continuava a falar mas no entretanto ela apontava para um outro gajo que entretanto corria, tinham-me roubado a carteira. Ainda dizem que a tradição não é o que era.

Lá tive de vir a pé para casa… na entrada do prédio, vejo o Alfredo que ainda me olha de lado.

CD

 

A verdadeira lição 1

11 \11\UTC Janeiro \11\UTC 2017

Se anteriormente as coisas andavam complicadas, a técnica da lição 1 veio permitir alcançar algo que eu tinha duvidas de algum dia vir a ter… conhecimentos sobre  mulheres, como diria Edison, descobri mais uma maneira de não fazer.

Eu sei, correu quase tudo mal, o Alfredo (o gato) embora de ar pachorrento não foi bem o que eu estava à espera, a ideia de o levar já no babigrow foi infeliz, por outro lado pdia ter deixado perceber com antecedência que as coisas podiam correr menos bem.

Vesti-lo foi até mais ou menos, o problema foi a viagem, o que o gajo berrou, o que o gajo esperneou… um horror, tive de parar num chinês a caminho para comparar umas fitas de velcro.

Chegámos ao shopping e para evitar figuras parei a alguma distância, verefiquei o velcro, tudo seguro, e depois do leite com Dormidina o Alfredo estava que parecia efetivamente um bebé.

No entanto depois da paragem ao sol no chinês, o leite entornado do biberão enquanto tentava dar o calmante ao gato emanava algum cheiro a bebé a precisar de atenção… tinha de ser rápido.

Entro no shoping e o gato começa a despertar, mexe-se quase doucemente e o plano parece que está a resultar,à minha passagem as belas seguem-me com o olhar embevecido.

O carrinho entretanto começa a parecer que tem vida própria, o efeito da Dormidina tinha efetivamente deixado de funcionar e o Alfredo berrava como se o quisessem matar.

Eu era agora o centro das atenções pelos piores motivos, o carrinho parecia um tremor de terra com um dinossauro errascivel aos saltos e a dar berros assustadores lá dentro, o cheiro a leite podre misturado com o cheiro a caca (coisa normal num gato assustado, sei-o agora)  estava a deixar-me agoniado.

Ao ver que tudo estava a ameaçar fugir-me de controlo entro num elevador…

Não me lembro de mais nada… o Alfredo soltou-se no elevador, não se sabe bem se desmaiei antes ou depois de ele se soltar.

Ele está bem… eu estou no hospital/prisão de Caxias (pelo menos mais uns dias).

CD

Técnicas – lição 1

8 \08\UTC Janeiro \08\UTC 2017

Isto tinha andado complicado e portanto quando no outro dia o Melgaço veio apresentar o pequeno Gabriel fez-se-me luz, precisava de arranjar uma criança.

Não se ponham com ideias, voçes são piores que sei lá o quê, adiante, ao ver como as representantes do sexo feminino se embeiçavam, viravam e derretiam à passagem do mini mestre… pareceu-me evidente.

Sai do trabalho e ainda no metro comecei a pensar, cheguei a casa e… continuava sem saber onde arranjar uma criança.

O pequeno Gabriel ainda é muito pequeno, tem dificuldades em aguentar o pescoço direito, precisa em demasia de cu limpo, que lhe deiam comida e o façam arrotar amiude e o que mais ele se lembrar.

Assim e como quem não tem cão caça com gato, foi isso que fiz… pedi aos amáveis pais do para-já-não-me-serve-para-nada Gabriel um babygrow, um carrinho de bebé a uns primos que já tem a descendência a andar pelo próprio pé, conversei aqui aos vizinhos e e amanhã vou para o shoping com o gato Alfredo.

Provavelmente não digo como correu já amnhã que vou estar com a mãe dos meus filhos.

CD

Balanço (aka, bom 2017)

30 \30\UTC Dezembro \30\UTC 2016

O que lá vai lá vai e o que fica é lição, quem lá vai lá vai e quem fica são os do coração.

Depois desta tirada vamos passar à metida, este foi o ano do tempo, do tempo que ganhei, do tempo que fiquei a saber ter perdido, do tempo a que passei a dar mais valor, do perceber que não sei gerir o meu tempo, do tempo de dar tempo ao tempo, do tempo sem tempo e do tempo de deixar de esperar enquanto espero.

E como estou com fome, passamos já aos desejos e que basicamente são saúde* para mim e para todos e que de resto, ao chegar ao fim do próximo ano continuemos a ter esperança, como agora, e desejar que o que vier não seja pior que o que tivemos.

CD

* – dessa e das outras

Cenas

23 \23\UTC Novembro \23\UTC 2016

Estou bebado… hic… 🙂