Archive for Março, 2007

Luar

31 \31\+01:00 Março \31\+01:00 2007

O luar é o reflexo do sol, na lua. É estranho que a junção de todas as cores seja o branco e no sol a gente o sinta amarelo, mas que depois essa luz refletida seja mais pura.
Mas a lua, não é pura… tem muitos recantos, muitos encantos… a lua não é perfeita, e talvez por isso é tão bela, tão perfeita.
Acho fantástico como um reflexo pode ser tão bom, lembrei-me agora de uma daquelas expressões do calvin (do Calvin & Hobbes que aparecia no Publico), de que “O mal das cópias é que nunca serão verdadeiramente originais”, não querendo entrar em grandes detalhes, e como me referiria um amigo… aqui estamos evidentemente na presença de um não sinónimo, são mesmo coisas distintas… pois, acho que era ao contrário.
Não me quero afastar da linha inicial que tinha traçado, que era chegar ao fim deste texto e ter conseguido convencer-vos de que a luz do luar é quente, ou talvez fosse apenas o seu olhar.

CD

Mudança de instalações

29 \29\+01:00 Março \29\+01:00 2007

Pois é, tenho computador novo, eu sei que não é grande desculpa, mas a verdade é que entre fazer cópias de segurança, descobrir drivers para XP para um computador que já não suporta XP, arrancar um disco sata sem drive de disketes, instalar e actualizar e depois repor as configurações todas, são anos de vida que se perdem nesta porcaria.
Eu sei que isto não é desculpa, nem eu quero que me desculpem, não cometi nenhum crime, é só para dizer que não morri.
Estou de volta, sempre que me venham ideias e eu tenha tempo de as pôr por aqui…

CD

Arca de noé

22 \22\+01:00 Março \22\+01:00 2007

Primerio passou um hipopotamo, agarrado pela tromba de um elefante… Cabumm!!!, ouviu-se quando deixaram de se deslocar, impedidos pela amurada. O mar estava picado, e o barco agitava-se com violência.
Os animais mais pequenos, amarrei-os conforme os seus pequenos corpos o permitiam, entre as redes e as diversas superficies, eram patos, gatos, codornizes, sapos e outros, atados, como que enrolados em pelicula aderente ao poste das velas, caixotes, tudo, tudo o que pudesse ajudar a mante-los dentro do barco. Sim, que isto, da arca do noé, não tem tampa…
Lá vêm novamente estes mastodontes, desta vez vão passar perto… estou lixado… foi por pouco… e porque raio anda um hipopotamo agarrado a um elefante? E não era suposto haverem dois de cada?
O barco agitava-se violentamente, as girafas já tinham batido com as cabeças, uma na outra, quer dizer, cada uma com a sua, na cabeça da outra, os animais mais pequenos, os que cairam pelos buracos das redes, corriam de um lado para o outro, ou eram apenas arrastados. Só com sorte não sendo esborrachados pelo deambular dos grandalhões.
Começo a ficar preocupado, acho que é melhor voltar atrás e apanhar o Noé, o gajo é um chato do caraças, mas é o unico que sabe ler a porcaria dos mapas…

Leo RdS

Escalar

17 \17\+01:00 Março \17\+01:00 2007

Hoje estou assim, apetecia-me subir uma montanha, nada de Picanichus ou aquelas montanhas geladas, não nada disso. Queria apenas dar um passei no campo, para mostrar a alguém uma paisagem fantástica.
Mas para isso, passar por toda aquela viagem, o ultrapassar das sebes e cercas, dos muros de pedra. Num desnivel maior, puxar pela sua mão, o seu braço, a sua cintura, e senti-la entregar-se na minha força… para logo a seguir me ajudar ela.
O passar por riachos e deixarmo-nos ficar por ali um pouco, a refrescar os pés cansados de caminhar ao sol, e ali fazer-lhe uma massagem, sem jeito, mas que ela garante ser a melhor massagem da sua vida… agora lembrei-me daquela discussão do Pulp Fiction, do Tarantino, sobre massagens aos pés… (a rever)
E que tal uma banhoca, umas braçadas num pequeno lago, fresco, talvez com uma cascata, e ver a água a fazer-lhe caricias, a passar no seu cabelo… e para voçes chega, querem mais, imaginem essa pessoa de quem voçes gostam…
…de regresso, o acordar na erva, a secar, com um beijo e… voltar ao caminho.
Protegidos a espaços pela sombra das arvores, outras a sentir na pele um sol que entretanto se prepara para ir dormir, e chegar lá, áquele lugar, de onde se tem uma vista tão fantástica, e partilha-lo num daqueles momentos que ficam a fazer parte de nós, num espetaculo… e é ver o sol a “passar” pela lua, que esquecendo as suas suas diferenças, num momento de ternura… que embora fugaz, dá animo à lua, para aguentar a noite e forças ao sol para querer voltar no dia seguinte…
Pois, eu tb me estou aqui a lembrar de mais umas coisas, debaixo de uma arvore, debaixo dos seus ramos, quais lençois que nos dariam abrigo numa sombra da luz do luar.

CD

Acordar cedo

17 \17\+01:00 Março \17\+01:00 2007

Pois é, tinha de acontecer, com esta coisa do acordar de madrugada, já era de prever, mas eu conto. Ontem foi mais um dia estranho, com o ter de acordar às 8 (da manhã), é um exercicio arriscado que tenho executado 3 vezes por semana, há já cerca de um mês. Não sei quem é que se lembrou de que dá saude e faz crescer, mas entre o ter deixado de fumar e isto, ainda não me senti crescer um milimetro que seja.
Relatando os acontecimentos,
Cena 1:
Acordei de manhã, a pensar numa pessoa muito especial, e quis dizer-lho… procuro o telemovel na cama e mando-lhe duas ou três mensagens (arranjei um plano porreiro – 1500 sms’s à borla por semana), levanto-me e vou comer qualquer coisa, tomar banho… vestir-me… pego no telemovel e, vejo uma chamada de um numero muito parecido com o da pessoa a quem mandei as mensagens, naturalmente penso, ela tem mais do que um telemovel…
Pois, afinal não tem, será que interferi na estabilidade de algum casal? À tarde quando recebi um novo telefonema, já me imaginava a apanhar tareia, sei lá, estava em aula e não pude atender, mandei mensagem a dizer que tiha sido engano e, até agora não voltei a ser contactado… acho que me safei desta…
Cena 2
Esta que vou agora contar, é daqueles acidentes que estavam à espera de acontecer, julgava que não, que me tinha aguentado, mas não, a prova chegou ontem à noite, pelo messenger:
PiXiE – tas por aí [o meu nome]?
PiXie – k bela soneca sacaste em auditoria lol
PiXie – ri me tanto
EP – eu?
PiXie – sim tu lol
PiXie – eu so me ria
PiXie – entraste no mundo dos sonhos lol
EP – não me lembra
PiXie – prai 10 minutos
PiXie – tu dormias a sono solto lol
PiXie – nem sei como o prof nao te acordou eheheheheh
EP – não me lembra…
PiXie – claro k nao…. tavas a dormir lol

Continuo sem saber se é verdade, mas de facto, há partes da aula de que não me lembro… para quem não sabe o que são aulas de contabilidade/auditoria, são aulas muito chatas, mas mesmo muito, mas muito chatas, e ainda por cima, dadas depois do almoço… voçes não fazem ideia do sacrificio que são aquelas aulas, para mim é tortura, tem alturas que parece mesmo tortura, sinto-o como tal… uma luta titanica entre a necessidade da soneca depois de almoço, que já de si é um instinto animal/básico dificil de contrariar e a necessária postura de “aprendizagem”… mas o gajo é bom, dá luta… tão bom, que parece que me venceu… o que vale é que para a semana há mais… estou lixado…

CD

Final de tarde

12 \12\+01:00 Março \12\+01:00 2007

Combinámos encontrar-nos ao fim da tarde, não sei ao certo de quem foi a ideia, mas à hora do almoço… apeteceu-nos.
Ela saia mais cedo… chegou à praia antes de mim, descalçou as sandálias e divagou um pouco, pela areia e pelos pensamentos, não sei em que pensou, mas quando cheguei… ela estava com aquele olhar distante, no infinito, o pé a desenhar figuras abstratas ou talvez apenas a fazer caricias nas ondas do mar que aos seus pés se entregavam, e parecia que dançava…
Estava divina, numa moldura fantástica, tive ciumes da forma como o sol a abraçava. Queria saber em que pensava, porque sorria, o que via/olhava.
Quis guardar aquele momento, por isso deixei-me ficar a ve-la, de longe… mas depois quis fazer parte e corri, para logo abrandar, e aproximar-me com cuidado, sem querer perturbar aquele momento. Cheguei gentil e ela não reparou em mim, distraida que estava a conversar com o mar, abracei-lhe a cintura e encostei-me a ela… eu era (agora) parte daquele momento… a sua cintura continuava a dançar e eu acompanhei…
Gostei de me sentir assim, gostei de a sentir assim, só existiamos os dois, uma brisa suave com o calor do sol de fim de tarde, o som do mar e as ondas que se continuavam a entregar aos seus pés. Aos poucos rodou nos meus braços e eu fui acompanhando o passar dessas horas, marcando cada uma no seu pescoço, até encontrar os seus labios…

CD


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