Archive for Agosto, 2007

P(r)ior

31 \31\+01:00 Agosto \31\+01:00 2007

Às vezes acontece, então não é que alguém se esqueceu, ou talvez tenha feito de propósito, do “r” de prior na carta que enviou ao de Mungarelhos e a carta chegou-lhe às mãos…
Foram tempos dificeis, dizia-se que era pior que no tempo da inquisição, à quem aqui defenda que foi tudo propositado, mas também há quem afirme, a voz muda, que o mal é ele ser burro… que a maldade não é tanto dele, que não faz o mal por mal, mas de quem permite que ele aqui o faça. Não daria para o patrão dele o mandar para outro lado? quem sabe, para o outro lado… já estamos por tudo.
Mas falando da inquisição, então não é que a criatura pegou fogo à banca dos jornais, quando lhe acertou com aquela coisa de fumo, na procissão no ano em que aqui chegou. E há mais, diz-me aqui a comadre Felizcomeda que no outro dia, o padre quase a comia… diz ela que nunca pensou que aquilo lhe pudesse acontecer, que lhe estava a servir o almoço e assim que pousou o prato na mesa, ele a cortar a comida ia-lhe arrancando um dedo, pergunta aqui o nosso amigo Germanero porque é que ela tinha o dedo no prato?… está a ficar velhote este nosso amigo, qual é a duvida? O nosso prior é do pior.
Mas o pior mesmo é a forma como ele nos controla, pinta aqueles quadros antigos que nos perseguem com o olhar… mais uma vez está aqui o (ia dizer amigo, mas começo a duvidar) Germanero a dizer que o padre sofre de estrabismo. Germanero, Germanero, acho que não voltas a participar nestas reuniões, isto são assuntos sérios e começamos a duvidar se estás aqui empenhado como nós, ou até de que lado estás tu… não queiras ir para o lado pior
Tocam lá fora os sinos, a porta do café começa a abrir-se… desde que os sinos são electricos, o tocar do sino diz pouco, dantes dizia que o prior estava na igreja, sempre se controlava melhor… Ao abrir da porta saimos todos debaixo das mesas do “Café ao Lado” de Mungarelhos (não é central, mas quase – esta ouvi ontem no radio), e tomamos as nossas posições… a vida corria normal em Mungarelhos.

CD

The special one…

30 \30\+01:00 Agosto \30\+01:00 2007

Era para por o titulo em português, mas não ficava igual, a verdade é que neste momento apetece-me também ser especial e por isso embora este texto seja inspirado a ti (sei que sabes quem és 😉 ), fica em inglês… pois, não devia ser num inglês muito correcto, que acho que faz mal à barriga…
Hoje faz 5 meses, isto faz-me lembrar em n “metáforas” (acho que é isto, mas sem certezas), por exemplo, a já aqui referida estrela do mar, que também tem 5, mas pontas… as mãos, com os seus cinco dedos, magnificas ferramentas exploratórias na continuação daquilo a onde estão presas (sejam gerais, que a ideia é o t(o|u)do)… voltando às estrelas, existe uma expressão que reflete muito o que penso, 5 estrelas… tu, estes meses, nós… 5 estrelas…
Serei eu a VSP, penso que sim, mais do que isso, sou mesmo o TO (The One para os amigos)… e por agora acho que chega, que ando inspirado, mas com pouca inspiração para escrever coisas. 😛

CD

P.S. – Se vieram aqui a pensar que eu era o Mourinho, não sou, nem parecido, tenho pouco jeito para andar vestido como morcego e ainda não ganho como ele…

Culpas e Responsabilidades

24 \24\+01:00 Agosto \24\+01:00 2007

Um homem está a conduzir o seu carro, quando a certa altura percebe que se perdeu. Dá conta de outro homem que passa por perto, encosta ao passeio e chama-o:

– Desculpe, pode dar-me uma ajuda? Prometi a um amigo encontrar-me com ele às 14h, estou meia hora atrasado e não sei onde me encontro…

– Claro que o posso ajudar. O senhor encontra-se num automóvel, entre os 38 e os 39 graus de latitude norte e os 9 e 10 graus de longitude oeste, são 14 horas, 23 minutos e 42 segundos, hoje é quarta-feira e estão 27 graus centígrados.

– O senhor é engenheiro?

– Exactamente! Como é que sabe?

– Porque tudo o que me disse está correcto do ponto de vista técnico, mas é inútil do ponto de vista prático. De facto, não sei o que fazer com a informação que me deu e continuo aqui perdido.

– Então o senhor deve ser um chefe, certo? – responde o engenheiro

– Na realidade sou mesmo. Mas… como percebeu?

– Muito fácil: não sabe nem onde se encontra, nem para onde ir; fez uma promessa que não faz a menor ideia de como vai cumprir e agora espera que outro qualquer lhe resolva o problema. De facto, encontra-se exactamente na mesma situação em que estava antes de nos encontrarmos, mas agora, por um qualquer estranho motivo… a culpa acaba por ser minha!

Pois, não fui eu… retirei daqui.

Pesquisas +de2 -de20

24 \24\+01:00 Agosto \24\+01:00 2007

Julgava eu que não voltaria aqui, tão cedo, a escrever sobre as pesquisas que aqui entram, mas algumas são boas demais para as deixar escapar, aqui fica o reportório de ontem e hoje (até ao momento):

  • boas mulheres vistas por trás
  • carta de cobrança sorteio
  • acordar cedo é bom para saude
  • Bóias de Borracha
  • a paixão serve-se fria
  • quanto mais prima mais se arrima
  • acordar cedo é bom
  • Meloas o que são
  • escuxinar
  • não te conhece mas eu sei que sou um amor
  • o que se pode fazer com o barro?
  • nua no carro
  • estrela de cinco pontas
  • comprimidos emagrecer
  • “o que é” senso comum religioso
  • “diario de um homem”
  • prior de trancoso
  • marmelo

Pois, que é que se diz a isto? Pior é o reconhecer que isto de algum modo está relacionado com o que por aqui escrevi… é duro…

CD

Assim

24 \24\+01:00 Agosto \24\+01:00 2007

Estou sem imaginação, acordei de cabeça “mole”, parece que só tenho porcaria cá dentro, no sentido em que não me sai nada do que queria. Mas o mal também pode ser eu não conseguir pensar em nada para pensar. Assim…
Assim vou escrever letras, palavras e tentar que no meio delas me surja alguma ideia que me liberte desta ausência.
Que cena marada, estou aqui ao pé da televisão (das velhinhas, com apenas 4 canais) e na Dois está uns bonecos de um urso, que parece um porco peludo com nariz de cão, ele parece um pequeno buda ou aquele do tibete com as ideias minhocais, então o puto (o urso é suposto ser um urso puto), não é que ele está convencido que o ceu está a cair!? Mas do mal o menos, decidiu que as nuvens são fofinhas e portanto não se vai aleijar…
O telemóvel dá sinal de uma mensagem… o coração dispara… Optimus lab tour… pois diz pára…
Hoje sinto-me assim, nem eu sei como…

CD

Ricochete

22 \22\+01:00 Agosto \22\+01:00 2007

Ricochete… ricochete… ricochete…
O simples ouvir desta palavra, faz ecoar no meu cérebro uma tal multidão de pensamentos, que o resultado é um arrepio na espinha. Sou detective de homicídios há muitos anos, não posso dizer que foram bons, mas foram muitos, e quando se trabalha com crimes e violência, o aguentarmos muito tempo significa alguma coisa.
No entanto nunca pensei, ou talvez tenha pensado, porque aprendi a acreditar que a humanidade nos consegue sempre surpreender, quando pensamos que pior não era possível, aparece um crime pior, mais horrendo e mais sangrento… agora reparo na similitude desta palavra com a palavra sargento… se eu tivesse reparado mais cedo…
Isso mesmo meus amigos, falo do Sargento Frias, esse, cujo crime escandalizou a opinião publica! Mas disso todos já sabem, e não é por aí que quero ir. O que vos quero contar é a forma como aniquilei o sacana!
Quando recebi o caso, tratei de me inteirar de todos os pormenores, e bom profissional como sempre fui, comecei a engendrar um plano ardiloso, para apanhar o perigoso homicida. Nesta profissão, um passo em falso, pode significar toda uma investigação cair por terra, horas e horas de trabalho dedicado. O meu principal papel, sempre foi o de apanhar os bandidos, apanhar mesmo, não sei se estão a ver! E assim foi. Raposa velha que já era na altura, esperei camuflado que o Sargento Frias saísse da casa de banho, e à voz de sinal do meu, digamos parceiro, actuei.
Tal como combinado e expondo-me ao perigo, mal ouvi, “você está preso!”, agarrei o bandido e com destreza algemei-o!!!
O meu nome é sobejamente conhecido, bandido que se preze deve tremer ao atravessar-se-lho na sua ideia. O Sargento Frias devia ter essa noção, se não tinha, ficou a ter quando se encontrou debaixo de mim, a ser algemado.

Sempre desconfiei daquele sacana, para mim ele sempre foi o “Sangrento a Frio”, o mais vil dos assassinos dos casos de roubo em que não se mata ninguém, que podia ter morto, está-lhe no sangue e os bardinos mais cedo ou mais tarde descontrolam-se… Quando eu descobri que ele ia ser o mordomo nas festas de São Benerdino em Patolicheira de Infesta, eu tive a certeza.
Aquela certeza que tem quem sabe, quase instintiva, mas que apenas o pode ser para os mais iluminados.

Pois, quer-se dizer… bem, este chato que escreve a história, está aqui a dizer-me que quase deixei escapar o verdadeiro bandido… o tal “Sangrento a frio”… pormenores digo eu, quem é que podia suspeitar que afinal o malvado era aquele jovem com ar simpático coberto de sangue… para dizer a verdade na altura até me pareceu uma atitude preconceituosa, mas enfim…

Pronto, afinal o Sargento, não estava a ser acusado de nada, AINDA digo eu, que ando cá há muitos anos e tenho olho pra isto!

Marta e CD

Mais um texto em pareceria, com a brilhante e genial mestriza da pena escriva. Diverti-me, muito, como é costume… já tinha saudades destas partilhas de “inteligências” 😉


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