Pois, parece recorrente estar aqui só a falar de coisas frias, mas com este calor… o que apetece mesmo é dar uma volta por climas mais frescos.
Assim, imagino-me a percorrer aquele caminho talvez não seja gelado, parece-me mesmo um caminho quente, mas agora a ideia é pensar em mais nada. Quase como um deserto, um deserto gelado. A ver se vos consigo passar a imagem do que estou a pensar. Imaginem-se num local onde não vêm mais nada, para alem de espaço livre, numa aridez e planura, duma suavidade a lembrar o tecido mais macio que possam imaginar, ou talvez a pele mais suave.
Pensem numa suave brisa a percorrer aquele terreno, criando aquela imagem de areia, mas de praia virgem, quais dunas, mas sem as dunas que agora aqui não me dão jeito. Estão a sentir o frio, conseguem imaginar aquele arrepiozinho… hummmm
Continuamos a descer, a avançar no caminho, já deixámos os lábios, descemos o queixo, tendo-nos deixado escorregar pelo pescoço, como aquela gota fria… “aterramos” no cimo do peito, pelo nivel dos ombros, mas ao fundo do pescoço.
Agora vamos caminhar, gosto de percorrer esta parte devagar, sentido-me como as crianças, na vespera do natal…
Em pouco tempo avisto os igloos, que imagem perfeita, assim, arrebitadinhos apenas cobertos pela neve, uma camada suave… firme… agora deu-me sede, sinto na boca um desejo… a gota acompanhou-me, mas agora já vai mais longe, apresso-me a correr atrás dela, um suave dunar me acompanha de ambos os lados, em breve deixam de estar ao meu lado, ficaram para trás. Estou quase a alcançar a gota, num ultimo esforço tento alargar os passos, correr mais rápido, estou quase a apanhá-la, atiro-me em direcção a ela, num salto comprido… mas qual tacada de golfe que passa ao lado do buraco, falho… eu, não a gota.
Enquanto escorrego pelo chão, olho para trás e vejo o local onde a gota “caiu”, quem diria que naquela planura havia ali uma “fonte” tão bela, qual nascente por onde em tempos fomos alimentados… Debruço-me sobre aquele poço e tomo aquela gota, que nectar saboroso… não sei se pela sede, se pela “vista”, acho que por tudo, sabe-me beemmmm
Deito-me de costas e deixo-me descansar, repousar e espreguiçar-me, mas um espreguiçar daqueles bons, com um bocejar… quase lascivo… ai apercebo-me do suave respirar daquela terra, como suaves ondas, apanho uma e aproveito-me para me levantar… apetece-me sombra…
Avanço, já se vê alguma vegetação… parece que estou no bom caminho, em pouco tempo embrenho-me no meio de uma floresta. As arvores parecem recentes, mas ao mesmo tempo o lugar parece-me familiar, voltei a sentir a brisa, um arrepio percorre-me, acho que vou aproveitar a protecção desta vegetação, e já agora… explorar…
Vemo-nos depois… 😛
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