Archive for Agosto, 2007

Banhoca

22 \22\+01:00 Agosto \22\+01:00 2007

Estava a tomar banho, contigo ali ao pé, e lembrei-me n vezes de como seria bom poderes atravessar a cortina e vires ter comigo. Em alguns momentos cheguei a pensar que o farias, tal a vontade de que isso acontecesse.
Espero ter demorado pouco tempo, afinal estavas à minha espera, no entanto não pude deixar de te sentir naquela água que me percorria o corpo. Talvez por ser quente, não tive dificuldade em te imaginar.
A ternura do teu toque a percorrer-me a pele, suavemente, e a provocar-me sensações mil. Gosto da forma como num gesto me afagas o cabelo e gentil e suavemente acabas por fazer uma festa na minha face. Massajas-me os ombros, como quem pousa um beijo no pescoço. Num cobrir do meu corpo como com um lençol, de seda, arrastas o teu carinho pelo resto do meu corpo, espalhando conforto e saudade.
Ao contrário do sabão, a água, não me l(e|a)vou a vontade de ti.

CD

Gelo

16 \16\+01:00 Agosto \16\+01:00 2007

Pois, parece recorrente estar aqui só a falar de coisas frias, mas com este calor… o que apetece mesmo é dar uma volta por climas mais frescos.
Assim, imagino-me a percorrer aquele caminho talvez não seja gelado, parece-me mesmo um caminho quente, mas agora a ideia é pensar em mais nada. Quase como um deserto, um deserto gelado. A ver se vos consigo passar a imagem do que estou a pensar. Imaginem-se num local onde não vêm mais nada, para alem de espaço livre, numa aridez e planura, duma suavidade a lembrar o tecido mais macio que possam imaginar, ou talvez a pele mais suave.
Pensem numa suave brisa a percorrer aquele terreno, criando aquela imagem de areia, mas de praia virgem, quais dunas, mas sem as dunas que agora aqui não me dão jeito. Estão a sentir o frio, conseguem imaginar aquele arrepiozinho… hummmm
Continuamos a descer, a avançar no caminho, já deixámos os lábios, descemos o queixo, tendo-nos deixado escorregar pelo pescoço, como aquela gota fria… “aterramos” no cimo do peito, pelo nivel dos ombros, mas ao fundo do pescoço.
Agora vamos caminhar, gosto de percorrer esta parte devagar, sentido-me como as crianças, na vespera do natal…
Em pouco tempo avisto os igloos, que imagem perfeita, assim, arrebitadinhos apenas cobertos pela neve, uma camada suave… firme… agora deu-me sede, sinto na boca um desejo… a gota acompanhou-me, mas agora já vai mais longe, apresso-me a correr atrás dela, um suave dunar me acompanha de ambos os lados, em breve deixam de estar ao meu lado, ficaram para trás. Estou quase a alcançar a gota, num ultimo esforço tento alargar os passos, correr mais rápido, estou quase a apanhá-la, atiro-me em direcção a ela, num salto comprido… mas qual tacada de golfe que passa ao lado do buraco, falho… eu, não a gota.
Enquanto escorrego pelo chão, olho para trás e vejo o local onde a gota “caiu”, quem diria que naquela planura havia ali uma “fonte” tão bela, qual nascente por onde em tempos fomos alimentados… Debruço-me sobre aquele poço e tomo aquela gota, que nectar saboroso… não sei se pela sede, se pela “vista”, acho que por tudo, sabe-me beemmmm
Deito-me de costas e deixo-me descansar, repousar e espreguiçar-me, mas um espreguiçar daqueles bons, com um bocejar… quase lascivo… ai apercebo-me do suave respirar daquela terra, como suaves ondas, apanho uma e aproveito-me para me levantar… apetece-me sombra…
Avanço, já se vê alguma vegetação… parece que estou no bom caminho, em pouco tempo embrenho-me no meio de uma floresta. As arvores parecem recentes, mas ao mesmo tempo o lugar parece-me familiar, voltei a sentir a brisa, um arrepio percorre-me, acho que vou aproveitar a protecção desta vegetação, e já agora… explorar…
Vemo-nos depois… 😛

A

Emoções

13 \13\+01:00 Agosto \13\+01:00 2007

Estou aqui a ver na televisão um canal de musicas antigas, se é que se pode chamar antiguidade a algo com cerca de 20 anos. É engraçado a relatividade das coisas. Agora lembrei-me da teoria do Einstein sobre a relatividade, não que perceba grande coisa sobre o assunto, como sempre, mas tenho as minhas ideias.
Acho piada à ideia de, por estarmos afastados, a percorrer o espaço, envelhecermos menos, penso que isso pode ser extrapolado para uma data de coisas, e das que me lembro em quase nada faz sentido. Qual o interesse de nos afastarmos, para um lugar em que deixemos de ter contacto, e termos a possibilidade de “avançarmos” no tempo, basicamente vivermos mais devagar, ou melhor posto o porque “longe” basicamente não vivermos, ficamos mais novos, mais tempo. Acho que não tenho “cabeça” para desenvolver isto tanto como gostava (embora já me tenham chamado cabeçudo)…
Mas voltando às musicas, gosto da forma como algo “etereo” nos molda, como mexe com as nossas emoções, os nossos humores, o nosso estado de espirito, ok, não é completamente eficiente, nós também temos de estar minimamente receptivos. Mas uma banda sonora, pode tornar momentos simples, em algo ainda melhor. Sim um momento por ser simples não tem de deixar de ser bom. E essa musica pode depois fazer-nos reviver esses “momentos”.
Eu gosto de musica, não tenho um “feitio” especifico, talvez goste das musicas como sou, gosto de sons melodiosos, com um ritmo vincado mas redondo, gosto das coisas fluidas. Talvez seja apenas como gosto de acreditar que sou.
Até já.

CD

Algodres

12 \12\+01:00 Agosto \12\+01:00 2007

Acredito que seja uma terra bonita, que eu não conheço pessoalmente, apenas sei o que ouvi falar. Em 1345, mais coisa menos coisa, foi quando esta estória se passou. Podem não acreditar, mas naquela altura também existiam estórias de amor. Nem mais nem menos bonitas que agora, apenas com o mesmo amor, não os mesmos amores.
Podem não parecer grande coisa, afinal no fim não havia festas como agora, dessas, das outras é claro que sim. E embora possamos ser levados a pensar que algumas coisas seriam mais dificeis, afinal até eu, sem água quente acho que me veria à rasca. Mas o amor é algo muito forte, e neste caso, é esse o caso.
Mariazinha era uma rapariga que naquele lugar parecia desenquadrada, a sua pele era de uma brancura, que mesmo assim era meia cinzenta (o tal problema da água quente), sendo que era conhecida por branca de neve. Penso que deve ter nascido ali a lenda, pois em 1345 poucos eram o que sabiam ler e mesmo a estória da tal talvez até nem estivesse escrita ainda.
Mas vamos lá ao que interessa, na altura (é provável que a realidade actual não corresponda, mas o planeta está sempre em evolução, e coisa e tal)… na altura a aldeia era rodeada por uns montes, com uma floresta densa, que muito jeito dava, até para irem à lenha, não que fosse isso o que mais lá se passava… isso mesmo, ou isso também.
Mariazinha, ou Branca de Quase Neve, andava muito pelo bosque dizia-se que tinha visto lá Dom Alfredo Madeireiro de Oliveirinha Reguinga, Amor para alguns (algumas, que em Algodres não havia confusões, ou quase).
Para terminar a estória e ir de encontro áquilo que voçes querem, eu sei que sim, Dom Amor era uma pessoa bruta, julga-se que foi com ele que se teve aquela ideia de no Amor e no Guerra vale tudo, o Guerra era o talhante… A verdade é que depois daquela manhã de nevoeiro, em que aquele cavalo de ferro chegou à aldeia a coisa nunca mais foi a mesma.
Marizainha apanhou-o (o cavalo de ferro) e foi à procura de um amor, que não o fosse apenas de nome.

CD

Pois, para aqueles que queriam cenas de sexo, no bosque, consultem os manuais nas páginas 32, 56, 87 e novamente a 32.

Kangurus

5 \05\+01:00 Agosto \05\+01:00 2007

Vou começar pelo aviso da praxe, o que vou dizer a seguir é provavel que embora contenha muito de verdade e, seja baseado em factos veridicos, pode não ser a imagem mais aproximada à forma como as coisas de facto são… é o problema de uma memória traiçoeira, com uma imaginação fertil e ouvidos pouco fidedignos, de qualquer modo e embora até seja provavel que tenha misturado dois ou 3 episódios de antes do almoço dos fins-de-semana da sic, horas discovery’s e afins, aqui vai o que eu sei sobre kangurus.
O kanguru é um animal terrestreo e avoador intermitente, com predominância para a primeira. Basicamente o kanguru é uma mistura de coelho com dragão, dai as fortes patas sal(ti)tantes na sua retaguarda ou à posteriori e também dai as patinhas da frente que parecendo inuteis servem para que quando anda de gatas, não roce com a penca no chão.
É mamitaru, tem mamas que guarda numa bolsinha, qual marmita. Do kanguru macho, pouco se sabe, apenas que anda sempre na luta, convencido de que até era capaz de vencer o Rocky, a verdade é que parece um fantoche, já que como as mãozitas à frente não servem para nada (ou quase), ele basicamente luta com as patas de trás… que funcionam pinta a mão do artista no cu do boneco, empurrando todo o corpo para a refrega.
A kanguru femea, ou kangurua, tem os filhos pelo sitio normal, que nascem com o tamanho de um rato pequeno, e sem pelos. Esse ratito, ou kanguru-muito-pequeno-acabado-de-nascer-que-parece-um-rato-muito-pequeno-e-sem-pelos, sai da parte de baixo, quase junto ao chão, e sobe agarrado aos muitos pelos que a kanguru femea tem na barriga, para a tal bolsa debaixo dos braços. Dentro dessa bolsa, o ratito encontra um par de mamas, calor e, se tiver azar um irmão, provavelmente também futuro boxeur mas desde sempre um agarrado.
Não sei como funciona o sistema de escape e evacuação da bolsa, mas desconfio que é pelo umbigo, que não deve ser fechado.

CD

Estrela do mar

5 \05\+01:00 Agosto \05\+01:00 2007

Sempre gostei do mar, já algumas vezes aqui o referi, talvez porque as cores são realçadas por ele, pela água, talvez apenas porque… eu sei que gosto, e também gosto de ti, gosto de tu.
Isto não está a sair como tinha pensado, mas a verdade é que sou capaz de ter começado pelo lado errado, antes de me sentar aqui pensei no titulo “estrela do mar”, lembrei-me daquela imagem que às vezes ponho no messenger, a da estrela azul, a tua estrela e comecei a lembrar-me de diversas coisas, umas nossas que aqui não revelarei, outras que toda a gente vê, mas que talvez não compreendam como aqui vou colocar, que é o facto de as estrelas terem 5 pontas, não sei se são todas assim, a nossa é, e agora que penso nisso, na altura sei que não o pensei, não conscientemente, aquela estrela foi o primeiro carinho que te fiz, cinco pontas, cinco dedos, como numa mão, ali virtual e portanto porque não com a forma de uma estrela, para outra estrela, esta minha, o meu sol privado. Acho que não to voltei a dizer, embora em muito do que te disse, e direi, isto esteja implicito, tu aqueces-me. Trouxeste algo que sempre imaginei que também tinha direito de experimentar, mas depois… superaste tudo. Julgo que sempre soube que este seria um ano “especial”, em que a minha vida (ter)ia mudar, não sabendo o que me espera no resto deste ano, que ainda não terminou, duma coisa tenho a certeza, cresci… a vários niveis estou diferente, a forma como hoje percebo quem sou, a forma como vejo o mundo mudou (engraçada a parecença entre estas duas ultimas palavras).
Não deixei de ser quem sou, penso que também não deixei de ser como sou, apenas que em algumas coisas, Vivi mais neste ultimo meio ano, do que em muito tempo.
Acho que também não era por aqui que tinha pensado ir, fico na duvida se estou a conseguir passar aquilo que te queria dizer… às vezes o não nos querermos repetir tem este problema, no tentar proteger algumas palavras de se gastarem, acabamos por andar às voltas naquilo que elas dizem tão bem, porque é isso, apenas isso, só isso e tudo isso aaqdmqomqa.

CD*


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